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Estados Unidos

Tea Party revive sonho de poder da direita americana

28 out 2010 - 22h38
(atualizado em 28/10/2010 às 02h47)
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O movimento popular Tea Party colocou em evidência no mapa político dos Estados Unidos figuras desconhecidas, e injetou uma grande dose de energia às bases conservadoras, embora tenha exibido também um extremismo que poderá se voltar contra si mesmo.

Segundo todas as previsões, o apoio do Tea Party tornará possível que os republicanos voltem a sentir o gosto da vitória nas eleições legislativas do dia 2 de novembro.

Pesquisas indicam que a direita conseguirá o controle da Câmara de Representantes e que ganhará terreno no Senado, onde o cenário de uma vitória é considerado improvável por especialistas.

Kate Zernike conhece bem o 'Partido do Chá' (tradução livre para o português), que baseia seu nome no motim de 1773 em Boston no qual os colonos independentistas atiraram cargas de chá ao mar para protestar pelos impostos do império britânico.

A repórter do jornal The New York Times é autora do livro Boiling Mad: Inside Tea Party America (Fervendo de Fúria: Dentro da América do Tea Party, em tradução livre).

Zernike relata em sua obra como o movimento nasceu em 2009 por iniciativa de núcleos de eleitores preocupados com a economia e que também são defensores de um ferrenho controle dos gastos públicos, pouca presença do Estado e da redução de impostos.

O único fator que restava para essa chama se acender era uma audiência insatisfeita com o andamento do país. E uma economia em crise com um desemprego de quase 10% se transformou no campo de cultivo perfeito para o Tea Party, que soube transformar o descontentamento em poderosa arma eleitoral.

Retratado inicialmente como um grupo marginal, o movimento atraiu um variado leque de radicais mas, sobretudo, muitos integrantes de uma classe média não menos insatisfeita com os exagerados gastos públicos e a burocracia. Pessoas que, segundo Zernike, poderiam ser "seus vizinhos".

Os simpatizantes do movimento são majoritariamente homens brancos de mais de 45 anos, embora o grupo também conte com uma grande presença feminina.

Situado à direita do Partido Republicano, o Tea Party mostrou sua força nas eleições primárias, derrotando inclusive candidatos do status quo.

Entre os casos mais notáveis está o de Christine O'Donnell, que se impôs, com a bênção do Tea Party, nas primárias republicanas para uma cadeira no Senado por Delaware.

O'Donnell causou polêmica ao questionar que a Constituição dos Estados Unidos obrigue à separação de Igreja e Estado, e ao acusar os homossexuais de criarem a aids.

Saídas de tom como essas poderiam, dizem os observadores, prejudicar os republicanos e ajudar os democratas.

Mesmo assim, o New York Times calcula que o movimento ultraconservador conta com a simpatia de pelo menos 19% dos americanos, e que vários dos 139 candidatos próximos ao Tea Party que concorrem nas eleições legislativas têm possibilidade de ganhar.

Segundo Zernike, desse total, entre 25 e 33, "ou inclusive mais", poderiam assumir cadeiras na Câmara de Representantes, que tem um total de 435 assentos. Os republicanos necessitam de 39 cadeiras para ficar com a maioria.

No Senado, sua previsão é de que alcançarão entre quatro ou cinco das 37 cadeiras em disputa. O'Donnell não estaria entre os ganhadores. Os democratas têm agora 57 das 100 cadeiras e o apoio de dois independentes.

Todos os candidatos do Tea Party concorrem pelo Partido Republicano. O movimento é integrado por distintas facções, como o Tea Party Express, provavelmente a mais influente.

EFE   
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