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Estados Unidos

Sala de Crises da Casa Branca completa 50 anos

13 mai 2011 - 19h12
(atualizado às 19h40)
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A "Situation Room", sala de gerenciamento de crises da Casa Branca, completou nesta sexta-feira 50 anos com uma festa em grande estilo, mas a portas fechadas - como corresponde a um local secreto - e em seu melhor momento, após ser testemunha da morte do líder da Al Qaeda, Osama Bin Laden. O presidente americano, Barack Obama, liderou hoje as celebrações com um discurso aos funcionários no local - na verdade, um conjunto de cômodos -, o "sancta sanctorum" dos trabalhos de inteligência americanos.

"Não poderíamos enfrentar os desafios de segurança nacional que encaramos sem as características desta sala e as pessoas que trabalham nela", disse Obama, que descreveu a "Situation Room" como "os olhos e os ouvidos do presidente". Em um ato no qual estiveram presentes vários atuais e ex-conselheiros de Segurança Nacional, como Tom Donilon, Zbgniew Brzezinski, Henry Kissinger e Brent Scowcroft, Obama descobriu uma placa que dedica um dos quartos à memória do presidente John F Kennedy, destinado à realização de sessões de conferências seguras.

Foi precisamente Kennedy, cuja filha, Caroline, também assistiu hoje à comemoração, quem criou a "Situation Room" em 1961. Aconteceu depois que o então conselheiro de Segurança Nacional, McGeorge Bundy, ordenou transformar o que até então era um boliche no porão da sala Leste em um centro de comando presidencial dotado dos dispositivos mais modernos.

Tudo começou após um dos fracassos mais conhecidos da Presidência de Kennedy, a Invasão da Baía dos Porcos, onde mercenários cubanos tentaram sem sucesso invadir Cuba e derrubar Fidel Castro. Bundy atribuiu em parte o golpe à falta de um centro de coordenação que permitisse ao presidente receber informação conforme chegava. O próprio Kennedy dependia da CIA, do Pentágono e do Departamento de Estado para tomar conhecimento de diversos assuntos.

"A visão de Kennedy propiciou a infraestrutura que permitiu que o presidente e sua equipe supervisionassem a missão Bin Laden na Sala de Crise", declarou o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, Tommy Vietor. A "Situation Room" é composta por diversos cômodos, que incluem três salas de reuniões dotadas com televisores e equipamentos que permitem a realização de videoconferências à prova de espionagem com qualquer parte do mundo, a qualquer momento.

Batizada de "Sensitive Compartmented Information Facility" (SCIF, na sigla em inglês), conta com os mecanismos mais sofisticados para impedir escutas, além de pessoal responsável por monitorar 24 horas do dia os eventos no planeta para levar informações ao presidente sempre que necessário.

Os relógios destas salas marcam sempre a hora do lugar onde se encontra o presidente, seja em Washington ou em uma viagem pela Ásia. O centro foi testemunha de eventos como a Guerra do Vietnã, a queda do muro de Berlim, a resposta aos atentados de 11 de setembro de 2001 e o começo da Guerra do Iraque. Obama fez grande uso destas salas, cujo acesso é absolutamente restrito. Uma vez por mês, o chefe de Estado se reúne com sua equipe de segurança nacional para acompanhar o andamento da guerra do Afeganistão e a situação no Paquistão.

Há pouco menos de duas semanas, ele permaneceu nesta sala com seus assessores durante a operação americana no Paquistão, na qual Bin Laden foi morto com disparos na cabeça e no peito. Após dez anos, a caça ao terrorista mais procurado do mundo chegou ao fim sob os olhos de Obama e seus assessores, que consideraram a operação como "os 40 minutos mais longos" de suas vidas.

EFE   
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