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Petição a favor do WikiLeaks reúne 600 mil assinaturas

13 dez 2010
15h23
atualizado às 16h32

Uma petição on-line com um apelo a um fim à "campanha de intimidação" contra o WikiLeaks reuniu nesta segunda-feira cerca de 600 mil assinaturas, na véspera do comparecimento, em um tribunal, de Londres, do fundador do site, Julian Assange.

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A solicitação é dirigida "aos Estados Unidos e a outros governos e sociedades envolvidas na repressão do WikiLeaks". O apelo está sendo divulgado no site americano Avaaz.org, especializado nas petições on-line e nas campanhas de lobbying.

"Nós os exortamos a respeitar os princípios democráticos e as leis sobre a liberdade de expressão e a liberdade de imprensa. Se WikiLeaks e os jornalistas com os quais o site trabalha enfrentarem uma lei qualquer, deverão ser processados judicialmente. Não deverão ser sujeitos à campanha de intimidação extrajudicial", acrescenta o texto da petição.

Na tarde desta segunda-feira, o texto reuniu um pouco mais de 590 mil assinaturas, segundo o site Avaaz.

Julian Assange, fundador do WikiLeaks, preso desde 7 de dezembro em Londres por presumíveis agressões sexuais na Suécia, comparecerá pessoalmente nesta terça-feira ante um tribunal de Londres.

A corte deverá se pronunciar sobre uma eventual libertação de Assange, enquanto aguarda uma decisão sobre sua extradição para a Suécia.

Julian Assange, 39 anos, será defendido por uma equipe de advogados famosos, em particular por Geoffrey Robertson, conhecido por sua atuação nos tribunais em prol dos direitos humanos e que defendeu, principalmente, Salman Rushdie, o escritor alvo de uma 'fatwa' - um decreto religioso das autoridades iranianas, por blasfêmia.

Partidários do australiano, assim como militantes dos direitos humanos, fizeram apelo à manifestação de apoio, no momento da audiência.

Nesta segunda-feira, algumas pessoas participaram de um protesto diante da embaixada da Suécia em Londres, em resposta ao apelo do grupo "Justice for Assange Campaign". Usavam máscaras com a efígie de Julian Assange, amordaçados com uma bandeira americana.

O vazamento WikiLeaks
No dia 28 de novembro, a organização WikiLeaks divulgou mais de 250 mil documentos secretos enviados de embaixadas americanas ao redor do mundo a Washington. A maior parte dos dados trata de assuntos diplomáticos - o que provocou a reação de diversos países e causou constrangimento ao governo dos Estados Unidos. Alguns documentos externam a posição dos EUA sobre líderes mundiais.

Em outros relatórios, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, pede que os representantes atuem como espiões. Durante o ano, o WikiLeaks já havia divulgado outros documentos polêmicos sobre as guerras do Afeganistão e do Iraque, mas os dados sobre a diplomacia americana provocaram um escândalo maior. O fundador da organização, o australiano Julian Assange, foi preso no dia 7 de dezembro, em Londres, sob acusação emitida pela Suécia de crimes sexuais.



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