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Frio congelante se espalha pelos EUA e prejudica comércio e viagens

6 jan 2014 19h32
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Densa névoa gélida envolve o centro de Chicago em torno do Porto Monroe
Densa névoa gélida envolve o centro de Chicago em torno do Porto Monroe
Foto: AP

Uma rajada de frio ártico tomou conta da vasta região central dos Estados Unidos nesta segunda-feira, com as temperaturas mais baixas em duas décadas pondo vidas em risco e forçando o fechamento do comércio e das escolas e o cancelamento de milhares de voos.

Os abrigos para os sem-teto estão superlotados e a produção de petróleo poderá ficar paralisada já que o frio intenso, descrito por alguns meteorologistas como "um turbilhão polar" e apelidado pela mídia de "porco polar", levou as temperaturas a caírem abaixo de 18 graus centígrados.

As temperaturas estavam em média entre 11 e 22 graus abaixo da média em partes dos Estados de Montana, Dakota do Sul e do Norte, Minnesota, Iowa, Wisconsin, Michigan e Nebraska, segundo o Serviço Meteorológico Nacional.

O ar do Ártico seguia em direção à Costa Leste, onde as temperaturas deverão cair durante esta segunda-feira e chegar a perto de 18 graus negativos na terça-feira. Os Estados do sul do país deverão ter as temperaturas mais frias dos últimos anos.

"Temperaturas frias e ventos tempestuosos associados com uma massa de ar do Ártico vão continuar a provocar perigosos ventos gelados até a cidade de Brownsville, no Texas e a área central da Flórida (ambos no sul)", assinalou o serviço meteorológico.

Funcionária do correio americano enfrenta grande volume de neve acumulado no chão de Springfield, no Estado de Illinois
Funcionária do correio americano enfrenta grande volume de neve acumulado no chão de Springfield, no Estado de Illinois
Foto: AP

O frio ameaça prejudicar a produção de petróleo, especialmente na Dakota do Norte, o que poderia provocar um aumento no preço dos combustíveis, disseram analistas. O clima também paralisou os embarques de grãos e gado e representa uma ameaça à safra dormente de trigo de inverno.

Em Cleveland, no Estado do Ohio, onde a temperatura era de menos 14 graus e a previsão é de que chegue a menos 22 graus à noite, os abrigos para sem-teto estão lotados. Os administradores dos albergues começaram a abrir acomodações extras para atender a mais de 2.000 pessoas em busca de aquecimento.

O Serviço Meteorológico Nacional emitiu alertas de riscos à vida por causa de ventos gelados no oeste e centro da Dakota do Norte, onde as temperaturas chegam a 51 graus negativos.

As temperaturas congelantes nos EUA se assemelham, ou até superam, as de lugares como Almaty, no Cazaquistão, onde os termômetros registravam 20 graus negativos; Mongólia (menos 23 graus) e Irkusk, na Sibéria (Rússia), com menos 33 graus.

Voos cancelados
Um total de 3.364 voos foi cancelado e outros 3.155 se atrasaram, segundo a FlightAware.com, que acompanha a atividade das companhias aéreas no país.

Mais de metade dos voos de e para o Aeroporto Internacional O'Hare, em Chicago, foi cancelada. À tarde, a temperatura na cidade era de 25 graus negativos. A última vez que a cidade enfrentou frio como esse foi em 1996, de acordo com o Accuweather.com.

O frio intenso, que se seguiu a uma tempestade na semana passada, com queda de 60 centímetros de neve em algumas partes do nordeste do país, prejudicou o movimento do comércio varejista, já que os consumidores preferiram ficar em casa em vez de enfrentar estradas e estacionamentos congelados.

Moradores de rua de Knoxville enfrentam as temperaturas negativas e a expectativa de uma pesada frente fria com lareira improvisada em tonel
Moradores de rua de Knoxville enfrentam as temperaturas negativas e a expectativa de uma pesada frente fria com lareira improvisada em tonel
Foto: AP

A empresa de consultoria em varejo Customer Growth Partners estimou que em todo o país o movimento caiu de 4 a 5 por cento de 2 a 5 de janeiro, os últimos quatro dias da temporada de compras de fim de ano. O frio elevou a demanda por bens e equipamentos usados no inverno, como limpadores de neve.

De Minnesota, Estado acostumado ao frio, à normalmente quente cidade de Atlanta, as condições anormais do clima levaram ao fechamento de escolas.

(Reportagem adicional de Colleen Jenkins, em Winston-Salem, Carolina do Norte; de Heide Brandes, em Oklahoma; de Carey Gillam, em Kansas City; de Jana J. Pruet, em Dallas; de Karen Jacobs, em Atlanta; e de Phil Wahba e Marina Lopes, em Nova York)

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