Ex-marinheiro é julgado por matar e queimar colega grávida
O ex-marinheiro Cesar Laurean começa a ser julgado nesta quinta-feira, em Goldsboro, na Carolina do Norte, pelo assassinato de uma colega grávida, em 2007. A cabo da Marinha Maria Lauterbach, 20 anos, que estava no oitavo mês de gravidez, foi morta e seu corpo foi queimado no quintal da casa de Laurean, em dezembro de 2007, em Jacksonville. As informações são da agência AP.
Cesar Laurean e Maria Lauterbach trabalhavam juntos na base de Camp Lejeune quando ela o acusou de tê-la estuprado. Mais tarde, Maria afirmou que ele a havia engravidado, mas testes de DNA revelaram que Laurean não era o pai da criança.
Os policiais suspeitaram do homem depois do desaparecimento de Maria, quando a mulher dele entregou às autoridades um bilhete de Laurean afirmando que a colega havia cortado a própria garganta. A partir de então, iniciou-se uma caçada internacional que terminou com a prisão dele em abril de 2008, no oeste do México, e em sua extradição para os Estados Unidos em 2009.
Cesar Laurean, que nasceu na cidade mexicana de Guadalajara e possui nacionalidade americana, declarou-se inocente. O julgamento foi transferido para a cidade de Goldsboro, a 88 km de onde ocorreu o crime, devido à grande repercussão que o caso teve em Jacksonville. Os promotores concordaram em não pedir a pena de morte se o México deixar que ele cumpra a sentença nos Estados Unidos. Laurean pode pegar prisão perpétua se for condenado.