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Casal assassino de Las Vegas é associado a grupos racistas

De acordo com vizinhos, os atiradores já haviam distribuído propaganda de supremacia branca

9 jun 2014
10h37
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A polícia vincula a grupos supremacistas brancos o casal que assassinou dois policiais e uma pedestre e depois se suicidou em um centro comercial de Las Vegas, em Nevada, Estados Unidos, segundo informou nesta segunda-feira a imprensa local.

<p>Ap&oacute;s matar dois&nbsp;policiais, o casal atirou em uma mulher que estava em frente &agrave; entrada&nbsp;de um supermercado Wal-Mart, em Las Vegas</p>
Após matar dois policiais, o casal atirou em uma mulher que estava em frente à entrada de um supermercado Wal-Mart, em Las Vegas
Foto: Reuters

Segundo as versões da polícia e das testemunhas, os supostos atacantes, ao grito de "Revolução!" entraram no último domingo em um restaurante Cici's, ao leste de Las Vegas, e mataram os dois agentes quando eles almoçavam.

Os policiais assassinados foram identificados como Alyn Beck, de 42 anos, e Igor Soldo, de 32.

Após matar os policiais e tomar suas armas, cruzaram a avenida Stewart e, segundo as testemunhas citadas pela imprensa local, atiraram em uma mulher que estava em frente às portas de um supermercado Wal-Mart.

"Usavam mochilas e observei que tinham pistolas na mão", disse um pedestre, Álvaro López, à televisão local KLAS.

Enquanto dezenas de clientes do Wal-Mart fugiam aterrorizadas, começou um tiroteio entre os criminosos e os policiais enviados ao local.

Segundo a versão policial, a mulher matou seu marido e depois se suicidou.

Brandon Moore, morador do complexo de apartamentos onde supostamente viviam os assassinos disse ao jornal Las Vegas Sun que o casal já havia distribuído "propaganda de supremacia branca".

Outros moradores disseram ao jornal que o homem e a mulher tinham ido recentemente ao rancho do fazendeiro ultraconservador Cliven Bundy durante um confronto entre membros de milícias armadas e agentes do governo federal.

Bundy, contrário à existência do governo federal, é um rancheiro que acumula uma década de dívidas de tarifas por pastorear seu gado em terras federais.

EFE   
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