Empresa brasileira alega 'boa-fé' após apreensão de propriedade de luxo na Itália
Justiça interditou imóvel da JHSF destinado a receber projeto de glamping na Sardenha
A empresa ítalo-brasileira Tavolara Bay Srl, integrante do Grupo JHSF, afirmou nesta quarta-feira (5) que colabora integralmente com as autoridades italianas após a Villa Joy, propriedade localizada em uma área paradisíaca na costa nordeste da ilha da Sardenha, ter sido interditada pela Justiça.
O imóvel e outras áreas em Cala Finanza, no município de Loiri Porto San Paolo, foram apreendidos em uma operação do Ministério Público de Tempio Pausania, no âmbito de uma investigação sobre supostas irregularidades urbanísticas, ambientais e patrimoniais.
Em comunicado, a empresa informou que tomou conhecimento da ordem de apreensão e que está fornecendo toda a documentação e o suporte técnico solicitados pelos órgãos competentes. Segundo a companhia, as alegações apresentadas pelas autoridades serão esclarecidas "nas instâncias apropriadas".
A Tavolara Bay reiterou ainda que cumpriu o compromisso assumido durante os procedimentos administrativos de não realizar, ao longo da temporada de 2026, as obras relacionadas à instalação de estruturas de glamping, trilhas e outras intervenções no terreno.
A empresa ainda disse ter agido "em conformidade com a lei e de boa-fé, apoiando-se nas autorizações e procedimentos então disponíveis, observando os procedimentos administrativos e contando com a assistência de profissionais qualificados".
A apreensão da Villa Joy ocorreu após diversas denúncias encaminhadas ao MP e uma série de manifestações promovidas por grupos de moradores desde 1º de julho.
Até o momento, nenhuma pessoa é formalmente investigada, mas o Ministério Público de Tempio Pausania afirma que a Villa Joy teria sido destinada a um uso incompatível com as normas de zoneamento aplicáveis à área.
Os investigadores também apontam a construção de vias de acesso sem autorização e a instalação de diversas estruturas pré-fabricadas de apoio à edificação principal, intervenções que, segundo o MP, não estariam em conformidade com a classificação urbanística do local.
O procurador-adjunto Sebastiano Carpinato sustenta ainda que a área objeto da apreensão possui elementos de relevante interesse histórico e arqueológico, cuja extensão deverá ser analisada pela Superintendência de Sassari e Nuoro.
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