Script = https://s1.trrsf.com/update-1770314720/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Emirados Árabes Unidos dizem que não se pode confiar no Irã em relação a Ormuz, esforços de paz estão em impasse

1 mai 2026 - 09h39
Compartilhar
Exibir comentários

Uma autoridade sênior dos Emirados Árabes Unidos disse nesta sexta-feira que não se pode confiar no Irã em relação a qualquer acordo unilateral para o Estreito de Ormuz, em um sinal de profunda desconfiança de todos os lados no momento em que os esforços para ⁠acabar com a guerra no Oriente Médio permanecem em um impasse.

Dois meses ‌após o início do conflito, o canal marítimo vital ainda está praticamente fechado devido a um bloqueio iraniano e a Marinha dos EUA ‌está bloqueando as exportações de petróleo bruto ‌iraniano.

Um cessar-fogo está em vigor desde 8 de abril, mas notícias ⁠de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, seria informado sobre os planos de novos ataques militares para obrigar o Irã a negociar elevaram os preços globais do petróleo a uma máxima de quatro anos na quinta-feira.

O Irã ativou as defesas aéreas e planeja uma resposta ‌ampla se for atacado, tendo avaliado que haverá um ataque curto e ‌intenso dos EUA, possivelmente ⁠seguido por um ⁠ataque israelense, disseram duas fontes iranianas à Reuters sob condição de anonimato.

Washington não disse ⁠quais são seus próximos passos. Trump ‌afirmou na terça-feira que ‌estava insatisfeito com a última proposta do Irã, e o mediador Paquistão não definiu uma data para novas conversas sobre o fim de uma guerra que matou milhares, principalmente no Irã e no ⁠Líbano.

Após os ataques aéreos dos EUA e de Israel em 28 de fevereiro, o Irã disparou contra bases, infraestrutura e empresas ligadas aos EUA nos países do Golfo, enquanto o grupo libanês Hezbollah, apoiado pelo Irã, lançou mísseis contra Israel, que ‌respondeu com ataques ao Líbano.

Destacando as preocupações dos países do Golfo, o assessor presidencial dos Emirados Árabes Unidos, Anwar Gargash, disse que a "vontade ⁠coletiva internacional e as disposições da lei internacional" são os principais garantidores da liberdade de navegação pelo estreito.

"E, é claro, não se pode confiar em nenhum acordo unilateral do Irã após sua agressão traiçoeira contra todos os seus vizinhos", escreveu Gargash.

Trump enfrenta um prazo formal dos EUA nesta sexta-feira para encerrar a guerra ou apresentar o caso ao Congresso para prorroga-la de acordo com a Resolução de Poderes de Guerra de 1973.

A data parece destinada a passar sem alterar o curso da guerra depois que um autoridade de alto escalão do governo disse que, para os fins da resolução, as hostilidades haviam terminado devido ao cessar-fogo de abril entre Teerã e Washington.

Reuters Reuters - Esta publicação inclusive informação e dados são de propriedade intelectual de Reuters. Fica expresamente proibido seu uso ou de seu nome sem a prévia autorização de Reuters. Todos os direitos reservados.
Compartilhar

Comentários

As opiniões expressas nos comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do Terra.

Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra