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Confrontos marcam protesto do Dia do Trabalho em Turim, na Itália

Diversas manifestações foram registradas pelo país

1 mai 2026 - 09h30
(atualizado às 09h46)
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A marcha por ocasião do Dia do Trabalho em Turim, no norte da Itália, foi marcada por confrontos entre manifestantes e policiais nesta sexta-feira (1º).

Diversas manifestações foram registradas pelo país
Diversas manifestações foram registradas pelo país
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

De acordo com as forças de segurança piemontesas, um grupo de autonomistas se separou do restante dos manifestantes, que protestavam na Corso Regina Margherita, e tentou romper o cordão policial em frente ao antigo centro social Askatasuna.

Os manifestantes investiram contra os escudos policiais com bastões de madeira e usaram spray de pimenta contra os agentes, que responderam com canhões de água. Segundo relatos de participantes do ato, algumas pessoas ficaram feridas durante os confrontos e foram atendidas no local pelos próprios ativistas.

Apesar da confusão em Turim, outras cidades italianas registraram manifestações pacíficas. Em Marghera, o secretário-geral da Confederação-Geral Italiana do Trabalho (CGIL), Maurizio Landini, criticou o governo de Giorgia Meloni.

"Este é o governo que fala em salários justos, mas não aumenta os salários de seus funcionários. É o governo que não está reduzindo a insegurança no trabalho e está incentivando os jovens a deixarem o país. Portanto, é hora de dizer basta à propaganda e tentar resolver os problemas que ainda não foram solucionados", afirmou.

A primeira-ministra italiana, por sua vez, destacou que o país "atingiu o maior nível de emprego feminino de sua história" e afirmou que o Dia do Trabalho lembra aqueles que, "todos os dias, com dedicação, sacrifício e dignidade, mantêm a Itália em movimento".

"Desde que estamos no governo, intervimos todos os anos com medidas concretas para melhorar as condições dos trabalhadores italianos. Fizemos isso reduzindo a carga tributária, com incentivos ao emprego e com medidas de segurança no trabalho, fortalecendo a qualidade e combatendo todas as formas de exploração", escreveu a premiê.

Uma das principais reivindicações dos manifestantes foi a melhoria da segurança nos locais de trabalho, um problema antigo enfrentado pelo país. De acordo com a Associação Nacional de Trabalhadores Mutilados e Inválidos (Anmil), quase 100 pessoas morreram nos últimos dois meses em decorrência de acidentes de trabalho.

Ansa - Brasil
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