Emirados Árabes Unidos condenam ataque do Irã contra petroleiro em Ormuz
Os Emirados Árabes Unidos condenaram neste sábado (8) um ataque do Irã contra um petroleiro da companhia nacional de petróleo ADNOC durante a travessia do estreito de Ormuz. O país acusou Teerã de cometer um "ato de pirataria".
De acordo com a agência oficial de notícias WAM, um dos navios da empresa foi atingido por um míssil na manhã de sábado, mas a situação "estava sob controle". O Ministério das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos condenou o que chamou de "ataque hostil do Irã" contra a embarcação. Nenhum detalhe foi divulgado sobre o petroleiro, sua carga ou possíveis danos, e não houve registro de feridos.
Ainda neste sábado, outro navio foi atingido por um "projétil" no estreito de Ormuz, alertou a agência marítima britânica UKMTO, sem especificar a origem do ataque. "Uma fonte informou que um navio foi atingido por um projétil de origem desconhecida, provocando um incêndio que foi controlado", afirmou a organização em comunicado. "Não foram relatados impactos ambientais. A tripulação está sã e salva", acrescentou a UKMTO.
A República Islâmica controla a passagem marítima desde a retomada dos confrontos com os Estados Unidos no início de julho e tem atacado regularmente navios que transitam pela região sem sua autorização. Teerã afirma que pretende, no futuro, cobrar taxas pela passagem. Os Estados Unidos e outros países se opõem à medida.
Irã negocia com Omã
As negociações entre Irã e Omã, cujo litoral margeia o estreito, "estão se aproximando da fase final", declarou neste sábado o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi. Segundo Araqchi, os dois países analisam uma rota marítima temporária enquanto são resolvidas as questões técnicas e jurídicas relacionadas à criação de uma rota permanente.
Teerã afirma ter chegado a um entendimento com Mascate sobre um trajeto para a passagem de embarcações, mas, segundo o chanceler iraniano, há "problemas técnicos" que devem ser resolvidos. O ministro ressaltou, porém, que a conclusão das negociações "não significa, obviamente, que o estreito de Ormuz será reaberto".
Segundo ele, ainda há "condições e compensações" a serem discutidas devido às supostas "violações" do memorando de entendimento firmado em junho com os Estados Unidos. Washington, por sua vez, impôs um bloqueio aos portos iranianos.
A Guarda Revolucionária do Irã afirma que a reabertura do estreito não está relacionada às negociações entre o Irã e Omã. "O inimigo é obrigado a aceitar as condições do Irã para a abertura do estreito e a se abster de interferir, como faz atualmente, nas negociações em curso entre o Irã, Omã e outros países", acrescentaram. Antes do início do conflito, cerca de um quinto do comércio mundial de hidrocarbonetos passava pelo estreito de Ormuz.
Com agências
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