Script = https://s1.trrsf.com/update-1790713512/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Mundo

Publicidade

Eleições de meio de mandato nos EUA testam Trump e podem mudar controle do Congresso

Primeiras urnas das 'midterms' começaram a abrir nesta manhã

3 nov 2026 - 07h52
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
As eleições de meio de mandato nos EUA renovam toda a Câmara, parte do Senado e 36 governos estaduais, servindo como referendo sobre o governo de Donald Trump. O pleito definirá o controle do Congresso e a governabilidade republicana. Pesquisas apontam favoritismo democrata na Câmara e disputa acirrada no Senado, impulsionada pelo voto antecipado de quase 56 milhões de eleitores. Devido às regras estaduais de apuração, o resultado final que definirá a maioria pode levar dias para ser confirmado.

Os Estados Unidos realizam nesta terça-feira (3) as eleições de meio de mandato, conhecidas como midterms, em uma votação considerada decisiva para o futuro político do presidente Donald Trump.

    Quase 56 milhões de americanos já votaram antecipadamente, em uma disputa que vai renovar todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes, 35 dos 100 assentos do Senado e os governos de 36 estados.

    O resultado definirá qual partido terá o controle do Congresso nos próximos dois anos e, consequentemente, o espaço político de Trump para implementar sua agenda até o fim do mandato.

    A votação teve início às 5h da manhã (horário local), em Vermont.

    Às 6h, será a vez de Connecticut, Indiana, Kentucky, Maine, New Hampshire, Nova Jersey, Nova York e Virgínia abrirem as urnas.

    Na sequência, às 6h30, as urnas serão abertas na Carolina do Norte, Ohio e Virgínia Ocidental. Às 7h, a votação começará em Delaware, Distrito de Columbia, Flórida, Geórgia, Illinois, Maryland, Massachusetts, Michigan, Missouri, Pensilvânia, Rhode Island e Carolina do Sul.

    Na Costa Oeste, as urnas abrirão mais tarde na Califórnia, Idaho, Nevada e Oregon. Os últimos locais de votação serão abertos no Alasca e em Washington, assim como no Havaí.

    Embora o nome do presidente não esteja nas cédulas, a votação costuma ganhar contornos de referendo sobre sua administração, especialmente por ocorrer na metade do período presidencial.

    As projeções mais recentes indicam vantagem dos democratas na disputa pela Câmara dos Representantes, enquanto a corrida pelo Senado permanece mais equilibrada.

    Pesquisas eleitorais também apontam possibilidades de avanço da oposição em estados tradicionalmente republicanos, aumentando as expectativas de uma vitória expressiva dos democratas. Ainda assim, especialistas recomendam cautela, diante das dificuldades enfrentadas por institutos de pesquisa para prever resultados eleitorais com precisão.

    A mobilização antecipada dos eleitores é um dos fatores que alimentam o otimismo democrata, principalmente pelo desgaste do governo republicano e às controvérsias envolvendo a atuação de Trump, incluindo sua política externa e a guerra no Irã.

    Historicamente, o partido do presidente costuma perder força nas eleições de meio de mandato, quando os eleitores avaliam o desempenho do governo e decidem se mantêm ou alteram a composição do Congresso. Desta vez, os republicanos temem uma derrota significativa, enquanto os democratas enxergam a possibilidade de conquistar espaço tanto na Câmara quanto no Senado.

    Nas horas que antecederam a votação, Trump intensificou os apelos aos eleitores e pediu que os republicanos comparecessem em peso às urnas. Em discurso no Lincoln Memorial, em Washington, o presidente classificou a disputa como uma das mais importantes da história americana e afirmou que o país não poderia permitir uma vitória dos democratas, a quem associou a grupos que, segundo ele, seriam contrários aos interesses nacionais.

    Em entrevista à Fox News, Trump também pediu que os eleitores agissem como se seu nome estivesse nas cédulas e destacou os resultados de seu governo, citando medidas relacionadas à imigração, cortes de impostos e ações contra o programa nuclear iraniano.

    Além disso, demonstrou confiança nos republicanos e alertou que uma eventual vitória democrata poderia provocar uma crise econômica semelhante à Grande Depressão de 1929.

    Depois de participar de cerca de 30 comícios em 32 dias, o presidente acompanhará a apuração na Casa Branca, onde está prevista uma recepção privada no Salão Leste, a partir das 19h (horário local).

    Diferentemente do Brasil, os Estados Unidos não contam com um órgão eleitoral nacional responsável por coordenar a votação e centralizar a apuração. Cada estado organiza o próprio processo e estabelece seus horários de encerramento das urnas.

    Na Flórida, por exemplo, a votação termina às 19h, enquanto em Nova York os eleitores podem votar até as 21h. No Tennessee, o horário varia conforme o condado.

    Os primeiros resultados devem começar a ser divulgados ainda na noite desta terça-feira (3). Entretanto, a definição do controle da Câmara e do Senado poderá demorar mais tempo, já que alguns estados levam dias para contabilizar votos enviados pelo correio.

    Nas eleições de 2022, por exemplo, a disputa pelo comando da Câmara dos Representantes só foi definida mais de uma semana depois da votação. Por isso, apesar da divulgação inicial dos resultados, a confirmação de qual partido controlará o Congresso pode não ocorrer imediatamente. .

Ansa - Brasil
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra