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Estados Unidos

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Americanos vão às urnas em eleições decisivas para o futuro do mandato de Trump

Primeiras seções eleitorais abrem às 6h no horário local (8h em Brasília) em diversos estados da Costa Leste

3 nov 2026 - 06h11
(atualizado às 07h30)
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Resumo
Eleitores dos EUA vão às urnas nas eleições de meio de mandato para definir o controle do Congresso, disputando 435 vagas na Câmara, 35 no Senado e 36 governos estaduais. O pleito, decisivo para os dois últimos anos do mandato de Donald Trump, começou após a Suprema Corte rejeitar o pedido do governo para barrar 20 mil votos por correio na Califórnia. Com forte polarização, receios sobre intimidação e mais de 58 milhões de votos antecipados, a apuração definirá a nova correlação de forças do país.
Moradores do Kansas votam antecipadamente para as eleições de meio de mandato no condado de Douglas, em Lawrence, no estado do Kansas, em 14 de outubro de 2026.
Moradores do Kansas votam antecipadamente para as eleições de meio de mandato no condado de Douglas, em Lawrence, no estado do Kansas, em 14 de outubro de 2026.
Foto: AFP - AUSTIN JOHNSON / RFI

Os americanos vão às urnas nesta terça-feira, 3, em eleições de meio de mandato decisivas para os dois últimos anos de Donald Trump na Casa Branca. As primeiras seções eleitorais abrem às 6h no horário local (8h em Brasília) em diversos estados da Costa Leste. A votação acontece no dia seguinte de uma decisão da Suprema Corte que barrou pedido de Trump sobre 20 mil votos na Califórnia.

A Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou um pedido de emergência do governo Donald Trump para separar cerca de 20 mil votos enviados pelo correio na Califórnia. A decisão foi anunciada na véspera das eleições legislativas de meio de mandato, as chamadas midterms, que vão definir o controle do Congresso americano. 

O Departamento de Justiça alegou que mais de 20 mil eleitores poderiam não possuir cidadania americana e pediu que os votos fossem separados até a verificação da situação dessas pessoas. A Suprema Corte rejeitou a solicitação sem apresentar uma justificativa detalhada.

Tribunais inferiores já haviam negado o pedido. Autoridades da Califórnia contestaram a confiabilidade da lista federal utilizada pelo governo e alertaram para o risco de impedir a participação de cidadãos americanos legalmente habilitados a votar. 

Mais de 58 milhões já votaram 

Cerca de 210 milhões de eleitores estão registrados nos Estados Unidos. Até segunda-feira, mais de 58 milhões já haviam votado antecipadamente, presencialmente ou pelo correio. A expectativa é de que a participação total ultrapasse 100 milhões de eleitores, caso se aproxime dos números registrados nas eleições legislativas de 2022.  

Nesta terça-feira, 3, os americanos vão renovar as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e escolher 35 senadores. Também haverá eleições para governador em 36 estados, além de disputas estaduais e municipais. 

Republicanos tentam manter controle do Congresso 

O Partido Republicano chega às eleições tentando preservar a maioria nas duas casas legislativas. Os democratas buscam recuperar o controle da Câmara e conquistar também o Senado. 

Atualmente, o Senado tem 53 republicanos, 45 democratas e dois independentes alinhados ao bloco democrata. Das 35 cadeiras em disputa, 22 são ocupadas por republicanos e 13 por democratas. Para alcançar a maioria, os democratas precisam conquistar um saldo líquido de quatro cadeiras. 

Entre os estados que concentram atenção estão Michigan, Texas e Kansas. Em Michigan, a disputa pelo Senado coloca o democrata Abdul El-Sayed contra o republicano Mike Rogers. A corrida ganhou repercussão nacional depois que a deputada democrata Haley Stevens anunciou apoio ao candidato republicano. Texas e Kansas, tradicionalmente republicanos, também apresentam disputas que podem influenciar a composição do Senado. 

Segurança e preocupação com operações migratórias 

A possibilidade de operações do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) nas proximidades dos locais de votação preocupa organizações de defesa dos direitos eleitorais e comunidades imigrantes. 

O governo federal afirmou que não há planos para patrulhamento dos locais de votação pelo ICE. Nas últimas semanas, entretanto, foram registradas denúncias de intimidação de eleitores na Califórnia e no Arizona, além de relatos na Geórgia, Michigan e Carolina do Norte. Até o momento, não há confirmação de uma operação generalizada de agentes migratórios durante a votação. 

Em Washington, a atenção está voltada para a segurança, o trabalho das autoridades eleitorais e a possibilidade de contestações judiciais dos resultados, em um ambiente de forte polarização política. 

O que mais está em jogo  

Além do Congresso, os americanos vão escolher governadores, legisladores estaduais, prefeitos, xerifes e outras autoridades locais, dependendo da região. 

Em alguns estados, os eleitores também vão decidir propostas relacionadas a impostos, mudanças constitucionais, educação, segurança e outras políticas públicas. 

A apuração começa após o fechamento das urnas em cada estado, em horários diferentes devido aos fusos horários americanos. 

Em disputas com margens amplas, os vencedores poderão ser projetados ainda na noite de terça-feira. Já nas corridas mais apertadas, especialmente para o Senado, a definição poderá levar dias. 

O resultado determinará se Donald Trump continuará contando com uma maioria republicana no Congresso ou se terá de enfrentar uma ou duas casas legislativas controladas pela oposição nos dois últimos anos de seu mandato. 

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
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