Juíza federal dos EUA determina que Trump interrompa ameaças a autoridades eleitorais às vésperas da votação
Eleições de meio de mandato, que define a formação da Câmara e um terço do Senado, acontecem no dia 3 de novembro
A juíza federal Trina Thompson, dos Estados Unidos, publicou uma determinação que impede o presidente Donald Trump e seu governo de ameaçar autoridades eleitorais às vésperas da votações de meio de mandato no país, que acontecem no dia 3 de novembro.
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O documento redigido pela magistrada afirma que Trump ultrapassou os limites ao exigie que autoridades eleitorais endureçam a fiscalização nas votações dos próximos dias. As decisões emitidas pelo presidente dos EUA incluíam a remoção de eleitores dos cadastros estaduais e a recusa para entregar cédulas a eleitores específicos.
"Como o público tem um interesse primordial em garantir que os funcionários e trabalhadores eleitorais possam realizar seu trabalho de acordo com a lei federal e os procedimentos eleitorais, e o dia oficial das eleições está a apenas alguns dias de distância, o equilíbrio entre os interesses em jogo e o interesse público pesa a favor dos autores", escreveu.
O governo de Trump passou a adotar medidas para tentar frear as votações nas eleições de meio de mandato, pressionando estados a entregarem informações sobre os votantes, além de acusar que teriam 250 mil pessoas registradas ilegamente para votar. A informação foi desmentida pelo Departamento de Justiça, que apontou apenas 156 pessoas acusadas de fraude eleitoral.
As operações aconteceram em estados como Califórnia, Geórgia, Missouri, Pensilvânia, Washington e Wisconsin. As medidas tomadas por Trump refletem o momento de tensão enfrentado pelo presidente norte-americano, que sente-se pressionado pela crescente da bancada democrata na Câmara e no Senado, que pode dificultar seu governo republicano nos EUA.
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