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Eleições americanas: resultados parciais apontam para vitória democrata na Câmara e republicana no Senado

Democratas tentavam conquistar o controle nas duas Casas legislativas, hoje com maioria republicana; resultados apontam sucesso deles em uma delas.

6 nov 2018
23h22
atualizado em 7/11/2018 às 06h33
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Todos os 50 Estados americanos foram às urnas nesta terça-feira
Todos os 50 Estados americanos foram às urnas nesta terça-feira
Foto: Getty Images / BBC News Brasil

Os primeiros resultados das eleições legislativas nos Estados Unidos começam a sair e dão pistas sobre o futuro próximo do país - como qual partido terá maioria no Congresso e como deverá ser a etapa final do mandato do presidente Donald Trump.

Os democratas vinham lutando para conquistar o controle das duas Casas Legislativas, a Câmara dos Representantes e o Senado, onde os Republicanos de Trump atualmente têm maioria. E a apuração parcial aponta um Congresso dividido, com a oposição ao presidente retomando o comando da primeira.

Também estão em jogo cargos de governadores e assentos nas legislaturas estaduais.

Trump só poderá se colocar à reeleição em 2020, mas o pleito atual é visto como uma espécie de referendo sobre sua Presidência.

Todos os 50 estados e o distrito de Washington foram às urnas. Especialistas esperam o maior comparecimento às eleições legislativas dos últimos 50 anos - resultado de uma campanha acirrada.

Pleito não inclui voto à presidência, mas é visto como espécie de referendo sobre governo Trump
Pleito não inclui voto à presidência, mas é visto como espécie de referendo sobre governo Trump
Foto: AFP / BBC News Brasil

O presidente publicou uma série de mensagens citando nominalmente candidatos republicanos nesta terça-feira pelo Twitter, pedindo o suporte nas urnas de seus apoiadores.

Em outro tuíte recente, Trump escreveu: "Os republicanos criaram a melhor economia na HISTÓRIA do nosso País - e o mercado com os empregos mais quentes do planeta Terra. A agenda democrata é um pesadelo socialista. A agenda republicana é o SONHO AMERICANO".

https://twitter.com/realDonaldTrump/status/1059880322500833281

https://twitter.com/realDonaldTrump/status/1059896399595225089

Já o ex-presidente Barack Obama também entrou na batalha por seu partido, o Democrata, dizendo que é "o caráter de nosso país que está nas urnas".

"Hoje é o dia. Hoje, é sua vez de ampliar sua voz para mudar o rumo deste país para melhor. Então faça valer a pena. Vá lá e vote", escreveu Obama no Twitter.

O que está em jogo?

Os americanos escolhem aqueles que ocuparão todos os 435 assentos na Câmara dos Representantes e 35 das 100 cadeiras no Senado. Governadores serão escolhidos em 36 dos 50 Estados.

Analistas previam que os democratas poderiam conquistar os 23 assentos necessários para obter maioria na Câmara e, possivelmente, cerca de 15 assentos extras.

Mas os republicanos já tinham sido apontados como aqueles que provavelmente manteriam o domínio no Senado. Atualmente, eles têm uma pequena maioria de 51 versus 49, mas apenas nove dos assentos do partido estão em disputa, enquanto os democratas precisam brigar por 26 cadeiras.

Se a vitória democrata se confirmar na Câmara, eles devem levar à frente uma agenda delicada para Trump, como investigações sobre sua administração, ao mesmo tempo em que colocarão uma barreira maior aos projetos do governo republicano.

Perguntado na segunda-feira como lidaria com uma Câmara controlada pela oposição, o presidente pareceu admitir o risco.

"Vamos ter apenas que trabalhar de forma uma pouco diferente", disse Trump a repórteres.

No Twitter, Trump publicou mensagens de apoio a republicanos até véspera da votação
No Twitter, Trump publicou mensagens de apoio a republicanos até véspera da votação
Foto: Getty Images / BBC News Brasil

Como foi a votação?

Depois de meses de campanha e bilhões de dólares gastos em propaganda, os eleitores foram às urnas com vigor.

Dados do projeto US Elections, da Universidade da Flórida, indicam que 40 milhões de pessoas votaram na modalidade antecipada. Em 2014, esse número foi de apenas 27,5 milhões.

No Texas, a votação antecipada excedeu a participação total em 2014.

No entanto, alguns estados mostraram sinais de sobrecarregamento.

A agência de notícias Associated Press reportou uma onda de falhas nas urnas eletrônicas e congestionamentos em locais de votação em Estados como Geórgia, Atlanta, Arizona e Nova York.

Uma fonte do governo afirmou que foram recebidos relatos "esparsos" de falhas técnicas, mas parece não ter havido impacto significativo na capacidade de voto.

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