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Dono de bar incendiado na Suíça admite que porta estava fechada

Jacques Moretti encontrou corpos empilhados atrás de entrada de serviço

10 jan 2026 - 13h34
(atualizado às 16h02)
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O proprietário do bar devastado por um incêndio que deixou 40 mortos e 116 feridos em Crans-Montana, na Suíça, admitiu em interrogatório que uma porta de serviço situada no térreo do local estava trancada por dentro.

Vista externa do bar Le Constellation, em Crans-Montana
Vista externa do bar Le Constellation, em Crans-Montana
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Além disso, Jacques Moretti, dono do estabelecimento Le Constellation, disse que ele mesmo trocou a espuma antirruído que teria permitido o rápido alastramento das chamas, possivelmente provocadas por fagulhas lançadas por velas pirotécnicas.

As informações são da emissora suíça RTS, que cita fontes confidenciais próximas ao inquérito. Moretti foi preso preventivamente na última sexta-feira (9), após interrogatório de 6h30 no Ministério Público de Sion, por "risco de fuga".

Já para sua esposa, Jessica Moretti, coproprietária do bar, o MP pediu prisão domiciliar e uso de tornozeleira eletrônica para que ela possa cuidar dos dois filhos do casal, de seis meses e quatro anos de idade.

Moretti, que chegou ao local após o incêndio, afirmou aos investigadores que ele mesmo destrancou a porta de serviço no térreo pelo lado de fora, encontrando vários corpos empilhados atrás dela ela. Em seu depoimento, o empresário assegurou que não sabia que a saída estava trancada.

O relato de Moretti indica que vários clientes do bar tentaram escapar por essa porta, talvez pensando se tratar de uma saída de emergência, porém ficaram presos atrás dela.

Ele e Jessica são acusados de homicídio, incêndio e lesão corporal culposos (quando não há intenção de cometer o crime). No entanto essas circunstâncias podem fazer o Ministério Público avaliar uma possível denúncia por homicídio com dolo eventual, ou seja, quando os agentes assumem o risco de matar e punível com até 20 anos de prisão.

O incêndio ocorreu na madrugada de 1º de janeiro e vitimou sobretudo adolescentes e jovens adultos ? a média de idade das vítimas é de 19 anos. Entre os mortos estão seis italianos, todos eles de 15 e 16 anos de idade.

O Constellation não era inspecionado pelas autoridades de Crans-Montana desde 2020.

Ansa - Brasil
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