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Capacetes azuis da ONU que foram detidos na Síria estão bem

ONU afirmou que soldados estariam vivos e bem na Síria; neste sábado, forças de paz da ONU enfrentaram rebeldes

30 ago 2014
07h48
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As Nações Unidas receberam nesta sexta-feira garantias de que os 44 capacetes azuis detidos por rebeldes sírios na região das Colinas de Golã estão bem e com boa saúde, informou um funcionário da ONU.

Membro da ONU observa cenário de conflitos nas colinas de Golã, fronteira entre Síria e Israel
Membro da ONU observa cenário de conflitos nas colinas de Golã, fronteira entre Síria e Israel
Foto: JACK GUEZ / AFP

"Recebemos garantias, de fontes confiáveis, de que os soldados da UNDOF (Força das Nações Unidas de Observação da Fronteira) estão sãos e salvos e com boa saúde", disse o porta-voz da ONU Stephane Dujarric.

"A UNDOF não mantém contato com os capacetes azuis" de Fiji, mas os comandantes desta força da ONU foram "informados que a intenção dos rebeldes é levar os soldados da paz para fora do campo de batalha, para um local mais seguro", acrescentou Dujarric.

Altos funcionários das Nações Unidas tentam obter a libertação dos membros da ONU retidos pelos rebeldes sírios, que sitiam outros 81 soldados filipinos da UNDOF nas Colinas de Golã. "As conversações estão em andamento e não quero entrar em detalhes", segundo Dujarric.

O porta-voz acrescentou que os 81 soldados filipinos sitiados "não foram feridos, estão bem e mantêm contato regular" com a ONU.

Os capacetes azuis da ONU são encarregados de supervisionar a trégua entre Israel e Síria na zona fronteiriça.

Além dos militares de Fiji e das Filipinas, outros quatro países contribuem com homens para esta força: Índia, Irlanda, Nepal e Holanda. As fontes da ONU informaram que observadores desta força já haviam sido detidos duas vezes no ano passado e posteriormente libertados ilesos.

Segundo Dujarric, os capacetes azuis foram capturados em meio a violentos combates entre o Exército sírio e grupos armados da oposição.

O incidente ocorreu na região de Al-Qunaytirah, na zona de separação delimitada em 1974 entre Síria e Israel e patrulhada pela a la UNDOF.

O Conselho de Segurança acusou grupos "terroristas e membros de grupos armados instáveis" pelo sequestro, sem dar detalhes. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, "condenou energicamente a detenção" dos capacetes azuis de Fiji e pediu a "suspensão das restrições" de deslocamento dos 81 soldados filipinos.

Força de paz da ONU enfrenta rebeldes nas Colinas de Golã
Boinas azuis da ONU enfrentaram neste sábado rebeldes sírios da Frente al Nusra, filial da Al Qaeda na Síria, nas Colinas de Golã, onde permanecem sequestrados pelo menos 44 membros da força de paz, cidadãos de Fiji.

O diretor do Observatório Sírio de Direitos Humanos, Rami Abderrahman, disse à Agência Efe por telefone que explodiram choques entre os insurgentes e soldados da Força das Nações Unidas de Observação da Separação nas Colinas de Golã (UNDOF), que atua nesta zona entre Síria e Israel.

Alguns boinas azuis sofreram uma emboscada dos combatentes da Frente al Nusra, afirmou Abderrahman.

Nesta manhã também foram ouvidos disparos nos arredores da sede da UNDOF em Ruihina e o regime sírio bombardeou a periferia da cidade de Brega (cidade líbia), segundo o Observatório.

Fontes da Frente al Nusra disseram ao grupo de direitos humanos que o sequestro de mais de 40 boinas azuis é uma resposta ao fato de "alguns soldados de (o presidente Bashar) Assad terem se refugiado em um posto da ONU na zona de Tal Krom".

Em comunicado, o Observatório acrescentou que pelo menos um combatente dessa organização rebelde morreu em confrontos com as forças do governo sírio na cidade de Quneitra.

Em um primeiro momento, o organismo considerou que estes incidentes seriam consequência de um "aumento nos combates" ali entre homens armados e forças do exército sírio.

Em março e maio do ano passado um número indeterminado de boinas azuis foram detidos por "elementos armados" não identificados, mas colocados em liberdade sem ferimentos.

A UNDOF foi criada em 31 de maio de 1974 para supervisionar o acordo entre Síria e Israel para a retirada nas Colinas de Golã, depois de Israel ocupar parte desse território ao finalizar da guerra de 1967.

Com informações da AFP e EFE.

Fonte: Terra

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