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Ban Ki-moon pede ao Conselho de Segurança que atue pela paz na Síria

28 ago 2013 06h25
| atualizado às 11h06
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Ban Ki-moon faz pronunciamento em Haia, na Holanda
Ban Ki-moon faz pronunciamento em Haia, na Holanda
Foto: Reuters

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, fez uma chamada nesta quarta-feira para defender a resolução diplomática na Síria, ao invés da militar, e pediu tempo para que os observadores da ONU possam terminar suas analises sobre o suposto uso de armas químicas pelo regime do presidente Bashar al Assad.

"Demos uma oportunidade à paz, demos uma oportunidade à diplomacia", afirmou Ban em Haia, onde participa da celebração do primeiro centenário da abertura do Palácio da Paz, sede da Corte Internacional de Justiça (CIJ), considerada o principal órgão judicial da ONU.

O diplomata sul-coreano declarou que a via militar não é uma solução viável na Síria e acrescentou: "A lógica militar nos deixou um país à beira da destruição total e (por isso) devemos explorar todos os caminhos para a negociação". "Por que acrescentar mais lenha ao fogo", completou Ban em sua chamada a uma solução diplomática na Síria.

O chefe das Nações Unidas também pediu à comunidade internacional permitir que o Conselho de Segurança da ONU "use sua autoridade para a paz".  Além disso, Ban ressaltou que a equipe de observadores da ONU que investiga o suposto ataque químico nos arredores de Damasco necessita "de tempo para fazer seu trabalho". Isso porque, os observadores entraram hoje na região de Guta Oriental, próxima à capital, após ter adiado essa visita por questões de segurança.

Segundo Ban, os inspetores ONU na Síria vão precisar de quatro dias para terminar seu trabalho. "Devem terminar os trabalhos em quatro dias", declarou. "Depois, os especialistas deverão realizar análises científicas e, em seguida, faremos um relatório ao Conselho de Segurança a fim de empreender as ações que forem julgadas necessárias".

Ban condenou "o uso das armas químicas sob qualquer circunstância", ressaltando que tal medida é "uma violação atroz da lei internacional", e denunciou a "situação catastrófica" que a Síria atravessa com um conflito que já gerou a morte de "mais de 100 mil pessoas".

A comemoração do centenário do Palácio da Paz se produz em um momento no qual todos os olhares estão em direção à Síria, onde os observadores da ONU investigam se o regime de Damasco utilizou armas químicas em um ataque realizado na última semana contra posições rebeldes nos arredores de Damasco. No entanto, países como os Estados Unidos, França e Reino Unido já expressaram sua disposição em intervir no país em resposta a esse ataque, uma medida que pode se tornar realidade antes da divulgação das conclusões da missão das Nações Unidas.

Em seu discurso na abertura da cerimônia, Barnard Bot, o presidente da Fundação Carnegie, que administra o Palácio da Paz, fez referência à "complexidade" da conjuntura internacional atual em comparação com o momento no qual o Palácio de Justiça foi criado, em uma referência direta, entre outros assuntos, ao conflito na Síria. "O mundo se mostra muito mais complexo (...) e muitos países vivem ameaças que não vêm de fora, mas de dentro, como ocorre na Síria", afirmou o ex-ministro holandês das Relações Exteriores.

EFE   
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