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Rússia diz que ataque à Síria desestabilizaria o país e a região

28 ago 2013 03h55
| atualizado às 05h05
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A Rússia disse ao enviado especial da Liga Árabe e da ONU para a Síria, Lakhdar Brahimi, que atacar o país para punir o governo Assad pelo suposto uso de armas químicas poderia desestabilizar ainda mais a nação árabe e a região, de acordo com informações da agência Reuters.

Em uma ligação telefônica nessa terça-feira, o ministro das Relações Exteriores Sergei Lavrov disse a Brahimi que “tentativas de uma solução militar levarão apenas a uma maior desestabilização da situação na Síria e na região”, segundo comunicado do Ministério russo.

"Lavrov advertiu que na Síria não há alternativa à regra político-diplomático e que as tentativas de solução pela força unicamente conduzirão a uma maior desestabilização do país e da região", apontou o Ministério.

O chefe da diplomacia russa e o enviado da ONU concordaram que, "neste momento crítico para todas as partes, incluído os 'atores' externos, todos devem atuar com a maior responsabilidade possível para não repetir os mesmos erros do passado".

A Chancelaria russa ressaltou que o agravamento da situação em torno da Síria nos últimos dias é uma "consequência das declarações e dos passos dados por uma série de países", em alusão à disposição dos Estados Unidos e de alguns de seus aliados em lançar um ataque contra as forças do regime de Bashar al Assad.

A Rússia, por sua vez, advertiu de maneira reiterada sobre as "consequências catastróficas" de uma possível intervenção militar na Síria, sem o mandato da ONU, em represália ao suposto uso de armas químicas pelas tropas governamentais sírias.

O vice-primeiro-ministro da Rússia, Dmitri Rogozin, acusou ontem o Ocidente de agir "como um macaco com uma granada na mão" em relação ao mundo muçulmano, num momento em que os Estados Unidos e várias capitais europeias avaliam uma intervenção militar na Síria. "O Ocidente se comporta com o mundo muçulmano como um macaco com uma granada", escreveu no Twitter o encarregado do complexo militar-industrial russo.

A Casa Branca, por sua vez, revelou que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, analisaram também nessa terça-feira, por meio de uma conversa telefônica, "possíveis respostas" da comunidade internacional ao suposto ataque com armas químicas por parte do regime sírio na última semana.

Com informações da agência EFE

Fonte: Terra
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