Delegação liderada por presidente da Venezuela discutirá dívida e energia nos EUA, dizem fontes
Em sua primeira viagem aos EUA como presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez negocia acordos sobre energia, dívida e mineração com o governo Donald Trump, visando à reconstrução econômica do país. Paralelamente à Assembleia Geral da ONU, a delegação venezuelana avança em parcerias estratégicas com petrolíferas norte-americanas, como a Continental Resources e a ExxonMobil, além de articular um plano bienal de desenvolvimento com o Banco Interamericano de Desenvolvimento.
Uma delegação venezuelana liderada pela presidente interina Delcy Rodríguez, que participa da Assembleia Geral das Nações Unidas nesta semana, planeja discutir questões relacionadas à energia, à dívida e à mineração com representantes dos Estados Unidos, informaram duas fontes que acompanham os preparativos.
A expectativa é que as negociações resultem na assinatura de acordos que integram os planos do presidente dos EUA, Donald Trump, de reconstrução dos principais setores da economia do país sul-americano, segundo as fontes.
Rodríguez chegou a Nova York na madrugada desta segunda-feira com sua equipe. Esta foi sua primeira viagem aos EUA após assumir o cargo de presidente interina da Venezuela em janeiro, sob supervisão de Washington, depois da captura do então presidente Nicolás Maduro pelas forças norte-americanas.
O principal diplomata dos EUA na Venezuela, John Barrett, a recebeu no aeroporto, informou a TV estatal venezuelana.
Ministros e autoridades venezuelanas de alto escalão vêm avançando nas negociações há meses que antecederam a viagem de Rodríguez a Nova York, onde ela deve se encontrar com Trump, na terça-feira. Nesta segunda-feira, Rodríguez tinha agendado um encontro com o secretário-geral da ONU, António Guterres, de acordo com a agenda dele.
O encontro planejado entre Trump e Rodríguez -- que foi vice-presidente da Venezuela no governo de Maduro -- ocorrerá à margem de uma recepção oferecida pelo presidente dos EUA, informou o embaixador dos EUA na ONU, Mike Waltz, durante recente coletiva de imprensa por teleconferência.
Os ministérios das Relações Exteriores e da Informação da Venezuela não responderam imediatamente a pedidos de comentários.
Alguns prédios de propriedade da Venezuela em Nova York, incluindo um consulado e o escritório da missão do país na ONU, foram recentemente reformados, segundo reportagens.
A ministra do Petróleo, Paula Henao, o ministro de Mineração, Héctor Silva, e altos funcionários da petrolífera estatal PDVSA participaram neste mês de uma conferência de energia do G20 em Houston, onde foi assinado um memorando de entendimento com a produtora de petróleo norte-americana Continental Resources para uma área na principal região produtora da Venezuela, o Cinturão do Orinoco.
Também foi assinado um contrato separado concedendo à empresa de investimentos norte-americana Heeney Capital direitos operacionais e de exportação para uma mina de ouro. Outro acordo preliminar vem sendo negociado há meses com a gigante energética norte-americana ExxonMobil , o que poderia, em última instância, levar ao seu retorno aos campos petrolíferos da Venezuela, disseram fontes neste mês.
Por sua vez, o Banco Interamericano de Desenvolvimento está elaborando um plano de atuação de dois anos para a Venezuela, focado em parte em eletricidade e proteção social, disse à Reuters nesta segunda-feira seu presidente, Ilan Goldfajn. A iniciativa inclui missões para examinar a estrutura macroeconômica e os dados do país, assim como para estimar as necessidades de investimento em diferentes setores.
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