Daniel Noboa é reeleito presidente do Equador
Candidata Luisa González denunciou fraude e pediu recontagem
O presidente do Equador, Daniel Noboa, foi reeleito para governar o país por mais quatro anos, ao derrotar no segundo turno a candidata de esquerda Luisa González, que não reconheceu o resultado e pediu uma recontagem.
No poder desde novembro de 2023 para um mandato-tampão, Noboa, do partido conservador Ação Democrática Nacional (ADN), tem 55,6% dos votos, contra 44,4% de sua adversária da legenda Revolução Cidadã (RC), apoiada pelo ex-presidente Rafael Correa.
"Essa vitória é histórica, com uma vantagem de mais de 10 pontos e que não deixa dúvidas sobre quem é o vencedor", celebrou o presidente reeleito. "Esse caminho permitirá que nossos filhos tenham uma vida melhor que a nossa, que as gerações futuras tenham vidas mais justas e dignas e com um governo mais transparente", acrescentou.
González, por sua vez, disse não acreditar que o povo equatoriano "prefira a violência e a mentira" e que "11 pesquisas davam a vitória" para ela. "O Equador está vivendo uma ditadura e a pior e mais grotesca fraude eleitoral de sua história", acusou a candidata derrotada, que também pediu uma recontagem dos votos.
"Acho triste que, com uma diferença de 11 pontos, ela tente colocar em discussão a vontade dos equatorianos", rebateu Noboa, que foi parabenizado pela Organização dos Estados Americanos (OEA) e pelos governos de países como Guatemala, Paraguai e Peru.
As eleições aconteceram em meio a uma onda de violência no Equador, que também enfrenta recorrentes apagões e uma crise carcerária impulsionada pelo crime organizado.