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Cuba e EUA trocam farpas durante evento de internet em SP

23 abr 2014
15h01
atualizado às 15h16
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Com uma pequena troca de farpas entre Estados Unidos e Cuba, o painel com os discursos de ministros e líderes da sociedade civil no evento NetMundial teve como mote trazer a confiança do acesso à internet para o usuário.

O governo cubano lembrou recentemente do Twitter criado para desestabilizar o governo de Raúl Castro. “Há vários exemplos de redes de espionagem que foram reveladas. Foi revelada uma dessas redes pela AP (Associated Press) para desestabilizar o governo de Cuba”, disse o vice-ministro de Comunicações de Cuba, Wilfrido Gonzales Vidal.

Já o coordenador de cybersegurança dos Estados Unidos, Michael Daniel, afirmou que outros “usam as recentes descobertas da espionagem” para desvirtuar a proposta da internet multissetorial. “Vamos focar na evolução da internet multissetorial”, reforçou Daniel.

O diretor-geral adjunto da UNESCO, Getachew Engida, lembrou que a liberdade na internet passa por quatro áreas. “Primeiro é o acesso à informação e conhecimento. Em segundo, a liberdade de expressão, terceiro, a privacidade. E em quarto, dimensões éticas e sociedade de informação”.

A conferência que acontece em São Paulo nesta quarta-feira foi aberta pelo ministro da Justiça brasileiro, José Eduardo Cardozo, afirmando que este é um “momento histórico para o desenvolvimento da internet”.

Vigilância e segurança do usuário
O ministro das Relações Exteriores da Suécia, Carl Bildt, afirmou que as discussões devem abordar o debate da vigilância, de maneira “abrangente”. O discurso foi reforçado pela representante da França.

“A governança da internet deve preservar os direitos fundamentais da liberdade de expressão e preservação de dados pessoais”, disse Axelle Lemaire, secretária de assuntos digitais da França. “A internet é o que deve nos unir e permitir que juntos possamos escolher o caminho que queremos seguir”.

Já o ministro russo das Comunicações, Nikolai Nikiforov, lembrou que para resolver problemas de provisão integral da internet, os países devem ter vozes iguais. “Nós gostaríamos de sugerir que tivesse uma minuta na forma relatório, e queremos ressaltar a busca de uma linha para fortificar a cooperação internacional na governança da internet”, afirmou o enviado russo.

O secretário adjunto de assuntos estrangeiros da Índia, Vinay Kwatra, lembrou que a falta de segurança para o internauta passa pelos problemas estruturais da rede. “Não podemos ignorar desafios políticos sérios, inclusive a gestão de recurso de internet que leva a falta de confiança no sistema”.

Fonte: Terra
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