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Cortes na ciência nos EUA aceleram êxodo de pesquisadores rumo à China

Shan Liang, cientista renomado por seus trabalhos no combate ao HIV/Aids, acaba de deixar os Estados Unidos, onde construiu toda sua carreira, para se juntar a uma universidade chinesa. Ele é o quinto pesquisador a fazer esse movimento em apenas quatro meses, formando uma verdadeira onda de migração de talentos americanos para a China, em resposta aos cortes orçamentários na área de pesquisa determinados por Donald Trump

23 ago 2025 - 15h09
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Shan Liang, cientista renomado por seus trabalhos no combate ao HIV/Aids, acaba de deixar os Estados Unidos, onde construiu toda sua carreira, para se juntar a uma universidade chinesa. Ele é o quinto pesquisador a fazer esse movimento em apenas quatro meses, formando uma verdadeira onda de migração de talentos americanos para a China, em resposta aos cortes orçamentários na área de pesquisa determinados por Donald Trump

Cientista chinês na Universidade de Tsinghua, em Pequim. (Imagem ilustrativa)
Cientista chinês na Universidade de Tsinghua, em Pequim. (Imagem ilustrativa)
Foto: AFP - NOEL CELIS / RFI

Shan Liang fez seus primeiros estudos na China. Mas, a partir de 2007, foi nos Estados Unidos que esse biólogo iniciou suas pesquisas, na Universidade Johns Hopkins e depois em Yale, entre outras instituições. Ele realizou avanços inovadores na luta contra a Aids e descobriu novos mecanismos pelos quais o vírus destrói as células, algo essencial para o desenvolvimento de tratamentos. Shan Liang também recebeu o Prêmio Científico Unanue em 2024.

No entanto, sob a presidência de Donald Trump, os fundos destinados à pesquisa começaram a secar no país, e quem se beneficiou foi a Universidade de Shenzhen, na China. Em apenas quatro meses, esse centro de pesquisa médica atraiu cinco cientistas de origem chinesa, vindos dos Estados Unidos.

A maioria desses pesquisadores deixou o país por causa dos cortes drásticos no orçamento da pesquisa. Trata-se, portanto, de uma verdadeira fuga de cérebros, que certamente fortalecerá a posição da China como líder em inovação. O país asiático é, há alguns anos, o que mais registra patentes no mundo, à frente dos Estados Unidos.

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
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