Cortes na ciência nos EUA aceleram êxodo de pesquisadores rumo à China
Shan Liang, cientista renomado por seus trabalhos no combate ao HIV/Aids, acaba de deixar os Estados Unidos, onde construiu toda sua carreira, para se juntar a uma universidade chinesa. Ele é o quinto pesquisador a fazer esse movimento em apenas quatro meses, formando uma verdadeira onda de migração de talentos americanos para a China, em resposta aos cortes orçamentários na área de pesquisa determinados por Donald Trump
Shan Liang, cientista renomado por seus trabalhos no combate ao HIV/Aids, acaba de deixar os Estados Unidos, onde construiu toda sua carreira, para se juntar a uma universidade chinesa. Ele é o quinto pesquisador a fazer esse movimento em apenas quatro meses, formando uma verdadeira onda de migração de talentos americanos para a China, em resposta aos cortes orçamentários na área de pesquisa determinados por Donald Trump
Shan Liang fez seus primeiros estudos na China. Mas, a partir de 2007, foi nos Estados Unidos que esse biólogo iniciou suas pesquisas, na Universidade Johns Hopkins e depois em Yale, entre outras instituições. Ele realizou avanços inovadores na luta contra a Aids e descobriu novos mecanismos pelos quais o vírus destrói as células, algo essencial para o desenvolvimento de tratamentos. Shan Liang também recebeu o Prêmio Científico Unanue em 2024.
No entanto, sob a presidência de Donald Trump, os fundos destinados à pesquisa começaram a secar no país, e quem se beneficiou foi a Universidade de Shenzhen, na China. Em apenas quatro meses, esse centro de pesquisa médica atraiu cinco cientistas de origem chinesa, vindos dos Estados Unidos.
A maioria desses pesquisadores deixou o país por causa dos cortes drásticos no orçamento da pesquisa. Trata-se, portanto, de uma verdadeira fuga de cérebros, que certamente fortalecerá a posição da China como líder em inovação. O país asiático é, há alguns anos, o que mais registra patentes no mundo, à frente dos Estados Unidos.