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Coreia do Norte dispara mísseis balísticos e abala esperanças diplomáticas de Seul

8 abr 2026 - 11h08
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A Coreia do ‌Norte disparou vários mísseis balísticos na quarta-feira, somando-se a um lançamento feito um dia antes, informaram os militares sul-coreanos, ampliando uma série de testes que têm prejudicado as esperanças de Seul de aliviar as tensões.

O Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul (JCS) disse ⁠que a Coreia do Norte disparou mais um míssil não ‌identificado por volta das 14h20 (2h20 em Brasília) de quarta-feira, da área de Wonsan em direção às águas ao largo de ‌sua costa leste.

O míssil voou cerca ‌de 700 km, acrescentou.

Mais cedo na quarta-feira, a Coreia ⁠do Norte lançou vários mísseis balísticos de curto alcance não identificados também de perto da mesma área, disse o JCS.

Os mísseis voaram cerca de 240 km, afirmou, acrescentando que as autoridades sul-coreanas e norte-americanas estavam realizando uma análise detalhada. Os militares da ‌Coreia do Sul também disseram ter detectado o lançamento de um ‌suposto míssil balístico ⁠próximo a Pyongyang ⁠na terça-feira.

A Casa Azul presidencial da Coreia do Sul convocou uma reunião ⁠de emergência do Conselho de ‌Segurança Nacional na quarta-feira, ‌chamando os lançamentos de uma provocação que violou as resoluções do Conselho de Segurança da ONU, de acordo com relatos da mídia. O Conselho pediu a Pyongyang que encerrasse ⁠esses testes.

A Guarda Costeira do Japão declarou que o último míssil caiu no mar cerca de 10 minutos após o lançamento. Tóquio disse que nenhum míssil entrou em suas águas territoriais ou zona econômica exclusiva.

As ‌ações de Pyongyang "ameaçam a paz e a segurança na região e na comunidade internacional", disse o secretário-chefe do Gabinete do Japão, ⁠Minoru Kihara.

Alguns analistas observaram que os últimos lançamentos se seguiram a uma declaração combativa da Coreia do Norte, indicando que Pyongyang não teve nenhuma mudança em sua postura hostil em relação a Seul, apesar das esperanças de um degelo nas relações.

Jang Kum Chol, uma autoridade sênior do Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Norte, disse que o Sul estava se envolvendo em uma ilusão se achasse que Pyongyang estava pronta para ver Seul como algo diferente de um inimigo.

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