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Combate ao antissemitismo na UE deve ser rigoroso, diz Mattarella

Para Meloni, discriminação contra judeus é 'praga' ainda presente

27 jan 2026 - 08h54
(atualizado às 09h20)
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A Itália voltou a condenar as ações do regime fascista no país durante a Segunda Guerra Mundial nesta terça-feira (27), data que recorda as vítimas do genocídio no período. Se para a primeira-ministra Giorgia Meloni a discriminação contra judeus é uma "praga" que precisa ser combatida, para o presidente Sergio Mattarella, é necessária uma "ação rigorosa" da União Europeia sobre o tema.

Muro pintado com imagens de Primo Levi e Anne Frank dedicado ao antissemitismo
Muro pintado com imagens de Primo Levi e Anne Frank dedicado ao antissemitismo
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

A "recorrência e disseminação" de "manifestações de racismo e antissemitismo" são "um indicativo de grande perigo, exigindo uma ação rigorosa por parte das autoridades em toda a UE", afirmou Mattarella.

Já Meloni lamentou o fato de o antissemitismo ainda se fazer presente na sociedade contemporânea, tal como uma "doença que voltou a se espalhar, em novas e virulentas formas", mesmo após "tantos anos" do fim da Segunda Guerra.

"Hoje reafirmamos nosso compromisso com a prevenção e o combate a todos os aspectos dessa praga, que envenena nossas sociedades e visa minar os princípios da liberdade e do respeito que são o alicerce da coesão social", reforçou a premiê, condenando, "mais uma vez, a cumplicidade do regime fascista nas perseguições, prisões em massa e deportações" de judeus.

Tanto Mattarella quanto Meloni participaram de uma cerimônia no Palácio do Quirinale nesta terça em ocasião do Dia Internacional da Lembrança do Holocausto, quando recordaram "os nomes e sobrenomes das vítimas" e "renovaram a memória do ocorrido também através dos preciosos testemunhos dos sobreviventes e seus descendentes".

Entre os sobreviventes do período fascista está a senadora vitalícia italiana Liliana Segre, hoje com 95 anos de idade.

"Cara senadora [Segre], nesta ocasião solene, expresso, em nome da República, nossa solidariedade, estima e afeto diante dos ataques repletos de vulgaridade e imbecilidade, como sempre são as manifestações de racismo e antissemitismo, que, aliás, são classificadas por lei como crimes", disse Mattarella.

O Dia Internacional da Lembrança do Holocausto relembra a libertação de Auschwitz-Birkenau, maior campo de extermínio nazista, pelo Exército Vermelho da União Soviética em 27 de janeiro de 1945.  

Ansa - Brasil
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