Com morte de Marchionne, ações da FCA caem na Bolsa de Milão
Títulos do grupo registraram baixa de 4,5% nesta quarta-feira
As ações da Fiat Chrysler Automobiles (FCA) operam em baixa de 4,5%, a 15,81 euros, na Bolsa de Valores de Milão nesta quarta-feira (25). Apesar do grupo ter anunciado seus resultados trimestrais, os investidores foram pegos pela notícia da morte do ex-CEO Sergio Marchionne, confirmada hoje. Ele tinha 66 anos de idade e faleceu em um hospital de Zurique, na Suíça, onde estava internado há semanas em estado grave. Tido como "salvador" da Fiat, o sempre informal Marchionne trabalhava no grupo desde 2004, mantendo cargos de presidente também da CNH Industrial e da Ferrari, ambas controladas pela família Agnelli, assim como a FCA.
No último sábado (21), a companhia anunciou oficialmente que o executivo tinha passado por uma cirurgia no ombro direito, mas que suas condições de saúde estavam complicadas e "irreversíveis". Por isso, a FCA se apressou em fazer a transição de poder, elegendo o britânico Mike Manley para substituir Marchionne. O CEO deveria se aposentar em 2019. Nos bastidores, havia boatos de que ele sofria de câncer no pulmão. Marchionne nasceu em 17 de junho de 1952, em Chieti, na Itália.