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Colombianos vão às urnas com esforços de paz e economia em pauta

29 mai 2026 - 11h33
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Os colombianos devem votar ‌no domingo, no que provavelmente será o primeiro turno da eleição presidencial, em meio a uma profunda polarização entre os que buscam a continuidade do governo de esquerda e os que pressionam por uma mudança para restaurar a segurança e o crescimento econômico.

Ivan Cepeda, o candidato da coalizão esquerdista Pacto Histórico, ⁠lidera as pesquisas de intenção de voto com base em suas promessas de ‌expandir os programas sociais do presidente Gustavo Petro e buscar a paz com grupos armados ilegais para pôr fim a um conflito interno de ‌seis décadas, embora se espere que ele enfrente ‌uma batalha difícil em um eventual segundo turno.

Cepeda, um filósofo de 63 ⁠anos e congressista desde 2010, propôs reformas tributárias para ampliar a base tributária, cobrar impostos sobre a riqueza e reduzir as isenções para grandes empresas para financiar gastos sociais. Ele disse que está aberto a propostas da esquerda para reescrever a Constituição.

Cepeda, cujo pai, líder comunista, foi morto em um ataque ‌paramilitar em 1994, enfrenta uma direita dividida, liderada pelo empresário independente Abelardo De ‌La Espriella e pela ⁠senadora Paloma Valencia, apoiada ⁠pelo ex-presidente Alvaro Uribe.

ABORDAGEM DURA AOS GRUPOS ARMADOS

De La Espriella, um outsider político de ⁠47 anos, cujos apoiadores o chamam de "O ‌Tigre", centrou sua campanha ‌na segurança, na redução do Estado e na revitalização da economia. Suas propostas incluem uma resposta agressiva ao crime, ao tráfico de drogas e aos grupos armados ilegais, fortalecendo as Forças Armadas e construindo mega-prisões. Ele ⁠planeja reduzir os impostos e reavivar os setores de mineração e petróleo.

Valencia, 48 anos, advogada e candidata do partido de direita Centro Democrático, enfatizou de forma semelhante a segurança e a recuperação econômica. Ela prometeu combater os grupos armados ilegais, acabar com os esforços ‌de Petro para negociar acordos de paz, cortar os impostos corporativos para impulsionar o emprego e buscar reformas nos setores de saúde, Justiça e pensões.

Os ⁠candidatos centristas, incluindo o ex-governador de Antioquia, Sergio Fajardo, e a ex-prefeita de Bogotá, Claudia Lopez, ficaram para trás nas pesquisas em comparação com as eleições anteriores.

As pesquisas sugerem que é improvável que qualquer candidato obtenha mais de 50% dos votos no domingo, o que significa que os dois primeiros colocados avançarão para o segundo turno em 21 de junho.

Quem quer que vença enfrentará grandes desafios, incluindo a estabilização das finanças públicas na quarta maior economia da América Latina, a redução da pobreza, o controle da violência ligada ao conflito interno e o atendimento às necessidades sociais.

Mais de 41 milhões de colombianos estão aptos a votar nas urnas que abrem às 8h, horário local (10h em Brasília), e fecham oito horas depois.

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