China e EUA se reúnem na cúpula da Asean, e Trump e Xi Jinping devem se encontrar
A China descreveu o encontro entre o seu ministro das Relações Exteriores, Wang Yi, e secretário de Estado americano, Marco Rubio, nesta sexta-feira (11), como "positivo" e "construtivo". A reunião ocorreu em Kuala Lumpur, na Malásia, paralelamente a uma reunião de ministros das Relações Exteriores da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean), na qual as tarifas americanas a produtos exportados para os EUA estiveram no centro das discussões.
A China descreveu o encontro entre o seu ministro das Relações Exteriores, Wang Yi, e secretário de Estado americano, Marco Rubio, nesta sexta-feira (11), como "positivo" e "construtivo". A reunião ocorreu em Kuala Lumpur, na Malásia, paralelamente a uma reunião de ministros das Relações Exteriores da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean), na qual as tarifas americanas a produtos exportados para os EUA estiveram no centro das discussões.
"Ambas as partes consideraram o encontro positivo, pragmático e construtivo. Concordaram em fortalecer a comunicação e o diálogo por meio de canais diplomáticos, em todos os níveis e em diversas áreas", afirmou, em um comunicado, o Ministério das Relações Exteriores da China.
Marco Rubio também considerou a reunião com Wang Yi "positiva", expressando otimismo quanto a um possível encontro entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping. "Há um forte desejo de ambas as partes de que isso aconteça", disse Rúbio, especificando que ainda não há data definida.
Este foi o primeiro encontro entre os dois principais diplomatas da China e dos EUA desde o retorno do republicano Donald Trump à Casa Branca, em janeiro. "Há certas questões que teremos que resolver, o que é normal entre países do nosso tamanho, com a nossa estatura e nossa influência no mundo", disse Rubio a repórteres, após a conversa de uma hora com Wang Yi. "Considerei esta reunião muito construtiva e positiva", disse, demonstrando interesse em resolver as diferenças entre as duas potências mundiais.
Na sua primeira visita à Ásia desde que assumiu o cargo, o Secretário de Estado americano garantiu que os Estados Unidos "não têm intenção de abandonar" a região da Ásia-Pacífico.
Tarifas preocupam
As tarifas americanas impostas a exportações para os EUA, no entanto, preocupam os países da região. Trump alertou que deverá impor tarifas punitivas de 20% a 50% a mais de 20 países, particularmente da Ásia, caso não cheguem a acordos com Washington, até 1º de agosto.
Os ministros das Relações Exteriores da Asean, que compreende 10 países, incluindo Tailândia, Malásia e Vietnã, expressaram "preocupação" com as tarifas, descrevendo-as como "contraproducentes" e uma ameaça ao crescimento regional, de acordo com um comunicado conjunto divulgado nesta sexta-feira.
O primeiro-ministro malaio, Anwar Ibrahim, lamentou esta semana que as tarifas tenham "se tornado instrumentos afiados a serviço de rivalidades geopolíticas".
(Com AFP)