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China diz que saída dos EUA da Unesco 'não é responsável'

Pequim também lembrou que Washington tem débitos com órgão

23 jul 2025 - 09h31
(atualizado às 10h29)
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 A China criticou nesta quarta-feira (23) a saída dos Estados Unidos da Unesco, definindo a decisão de Washington, anunciada ontem, como "uma conduta não responsável por parte de um grande país".

China critica saída dos EUA da Unesco
China critica saída dos EUA da Unesco
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Esta não é a primeira vez "que os EUA se retiram da Unesco, além de estarem em atraso com o pagamento das taxas de contribuição há algum tempo", declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Pequim, Guo Jiakun.

Ao reforçar que a China "sempre apoiou as decisões de trabalho da Unesco", Guo lançou um convite "a todos os países para reafirmarem seus respectivos compromissos com o multilateralismo, juntamente com a adoção de medidas concretas para apoiar o sistema internacional que tem as Nações Unidas em seu centro".

Na última terça-feira (22), o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a retirada do país da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), a quem acusa de promover uma agenda "globalista e ideológica".

Em nota, o Departamento de Estado dos EUA, chefiado por Marco Rubio, afirma que as políticas da Unesco contrariam o lema "América em primeiro lugar" e define como "altamente problemática" a decisão de admitir a Palestina como Estado-membro, em 2011.

Segundo o governo Trump, a postura da Unesco contribui para a "proliferação da retórica anti-israelense dentro da organização".

"A Unesco está empenhada em promover causas sociais e culturais divisivas e mantém uma atenção desproporcional sobre os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da ONU, uma agenda globalista e ideológica para o desenvolvimento internacional", ressaltou o Departamento de Estado.

O presidente republicano já havia retirado os EUA da entidade em seu primeiro mandato, porém Washington acabou readmitido em junho de 2023, sob a gestão do democrata Joe Biden.

Na época, Trump justificou o rompimento com resoluções da Unesco contra Israel, incluindo uma que rejeita a soberania do país sobre Jerusalém, para onde o magnata deslocou a embaixada americana, apesar de a cidade também ser reivindicada por palestinos.

Em nota, a diretora-geral da Unesco, Audrey Azoulay, lamentou "profundamente" a decisão de Trump, que terá efeito a partir de 31 de dezembro de 2026, mas garantiu que a saída dos Estados Unidos já era "esperada".

"A Unesco se preparou para isso. Nos últimos anos, realizamos grandes reformas estruturais e diversificamos nossas fontes de receitas", declarou. Segundo ela, a participação dos EUA no orçamento de organismos da ONU pode chegar a 40%, mas na Unesco essa fatia é de 8%.

Além disso, Azoulay rebateu as acusações de ser anti-Israel e destacou as ações da entidade na "educação sobre o Holocausto e na luta contra o antissemitismo". "A Unesco continuará a realizar essas missões, apesar dos recursos inevitavelmente reduzidos", assegurou. 

Ansa - Brasil
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