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Papa recebe famílias de vítimas de Crans-Montana e diz estar 'comovido'

Leão XIV admitiu 'impotência' para consolar parentes de mortos em incêndio

15 jan 2026 - 09h28
(atualizado às 10h19)
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O papa Leão XIV recebeu nesta quinta-feira (15), no Vaticano, familiares de italianos mortos e feridos no incêndio que devastou um bar em Crans-Montana, na Suíça, e disse estar "comovido" com a tragédia.

O incidente ocorrido na madrugada de 1º de janeiro matou 40 pessoas e feriu 116, sobretudo adolescentes e jovens adultos que celebravam a virada de ano em um concorrido destino de inverno nos Alpes suíços.

"É com profunda comoção e choque que vos encontro, queridas famílias, neste momento de tanta dor e sofrimento. Pessoas queridas e amadas por vocês perderam a vida em uma catástrofe extremamente violenta ou encontram-se hospitalizadas por um longo período, com o corpo desfigurado pelas consequências de um terrível incêndio que atingiu o imaginário do mundo todo", afirmou Robert Prevost em seu discurso.

"O que dizer em tal circunstância? Qual o sentido de tais acontecimentos? Onde encontrar consolo à altura dos sentimentos de vocês, um conforto que não se resuma a palavras vazias e superficiais, mas que toque profundamente e reacenda a esperança?", questionou o Papa, reconhecendo que o "afeto" e a "compaixão" dirigidos por ele "parecem muito limitados e impotentes".

"Por outro lado, o sucessor de Pedro, a quem vocês vieram encontrar hoje, afirma isso a vocês com força e convicção: a esperança de vocês não é vã, porque Cristo ressuscitou de verdade", acrescentou Leão XIV.

Vídeos gravados por clientes no bar Le Constellation, palco da tragédia, indicam que o incêndio pode ter sido provocado por fagulhas lançadas por velas pirotécnicas na espuma antirruído que cobria o teto do local, que não era inspecionado pelas autoridades municipais de Crans-Montana desde 2020.

Os gestores do bar, Jacques e Jessica Moretti, são investigados por suspeita de homicídio culposo, e o primeiro está preso preventivamente desde a última sexta (9) por risco de fuga. O desastre matou seis italianos, todos eles adolescentes de 15 e 16 anos, e feriu outros 14 cidadãos do país.

Ansa - Brasil
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