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Chefe de gabinete do governo do Paraguai é demitido após firmar acordo com país fictício

Líder da nação que não existe é acusado de sequestro de crianças e assédio sexual na Índia

30 nov 2023 - 21h39
(atualizado às 22h53)
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Estados Unidos de Kailasa é país inventado por suposto guru hindu Nithyananda Paramashivam, acusado de crimes
Estados Unidos de Kailasa é país inventado por suposto guru hindu Nithyananda Paramashivam, acusado de crimes
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O chefe de gabinete do Ministério da Agricultura e Pecuária do Paraguai, Arnaldo Chamorro, foi demitido na quarta-feira, 29, após firmar um acordo de cooperação com um país que não existe

A autoridade governamental de alto escalão assinou em 16 de outubro um documento em prol de estabelecer “relações diplomáticas com os Estados Unidos de Kailasa”. O problema é que os Estados Unidos de Kailasa é um país fictício.

O documento também declara que o Paraguai "apoie a admissão dos Estados Unidos de Kailasa como um Estado soberano independente em várias organizações internacionais, como, entre outras, a Organização das Nações Unidas (ONU)".

O homem que se autoproclama líder da nação inexistente, o suposto guru hindu Nithyananda Paramashivam, foi acusado de abuso sexual em 2018 e denunciado por sequestro e confinamento de crianças na Índia.

Chefe de gabinete de ministério no Paraguai assina documento em cooperação com país fictício
Chefe de gabinete de ministério no Paraguai assina documento em cooperação com país fictício
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Chefe de gabinete não conhecia país

Chamorro admitiu à rádio ABC Cardinal que não sabia onde o suposto país estava localizado. O documento não pode ser considerado oficial, uma vez que os procedimentos legais não foram cumpridos.

Em 2019, Paramashivam alegou ter adquirido uma ilha do Equador, o que foi negado pelo país sul-americano. O país fictício teria sido nomeado em homenagem a uma montanha do Himalaia que abriga uma população de "dois bilhões de hindus praticantes".

Em fevereiro de 2023, os Estados Unidos de Kailasa participaram de sessões de dois debates na ONU.

Fonte: Redação Terra
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