Chefe da ONU pede mais 2.700 leitos para tratar ebola
Desde o início do ano, a epidemia matou 4.447 pessoas de um total de 8.914 casos registrados
A epidemia de ebola está avançando rapidamente e "ganhando a corrida" contra as autoridades de Saúde, avaliou nesta terça-feira um alto funcionário da ONU, ao pedir uma série de medidas adicionais no combate à epidemia, incluindo o fornecimento de mais 2.700 leitos hospitalares.
"Não podemos deixar que o ebola vença", ressaltou Anthony Banbury, chefe da missão da ONU para coordenar uma resposta de emergência contra a doença (UNMEER), durante uma reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas dedicada à epidemia.
Ao lembrar as últimas previsões da OMS, segundo as quais, até dezembro, as infecções pelo vírus poderão variar de 5 mil a 10 mil por semana no oeste da África, acrescentou: "Isto significa que precisamos de 7 mil leitos em centros de tratamento, mas até agora só está previsto que tenhamos 4.300", e sem as equipes necessárias para administrá-los.
Além dos 2.700 leitos que faltam, Banbury fez uma lista de elementos indispensáveis para controlar a doença, como 16 laboratórios de diagnóstico, 450 equipamentos para tratar as vítimas, 1.000 veículos e equipamento para proteção.
"Precisamos de mais funcionário de saúde formados, meios logísticos e de transporte, telefones celulares e geradores", detalhou. "Isso significa mais dinheiro", acrescentou, em videoconferência em Acra, capital de Gana, onde a missão tem seu quartel-general.
Desde o início do ano, a epidemia matou 4.447 pessoas de um total de 8.914 casos registrados.
A ONU admitiu na sexta-feira passada que até agora só conseguiu coletar 25% de US$ 1 bilhão (mais de R$ 2 bilhões) que pediu para financiar a luta contra o ebola durante seis meses.