Orbán reconhece derrota e encerra 16 anos no poder na Hungria
Líder ultranacionalista foi superado pelo ex-aliado Péter Magyar nas eleições
O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, reconheceu neste domingo (12) sua derrota nas eleições parlamentares, resultado que põe fim a 16 anos de seu governo no país.
Líder do partido Fidesz e uma das principais figuras da extrema direita na atualidade, o premiê húngaro afirmou, em discurso a apoiadores, que o revés foi "claro e doloroso".
Com pouco mais de 70% das urnas apuradas, a legenda de oposição Tisza, de centro-direita e pró-Europa, deverá conquistar quase 140 dos 199 assentos do Parlamento em Budapeste. O partido de Orbán, por sua vez, deve ficar com cerca de 54 cadeiras.
A eleição no país, considerada uma das mais importantes da Europa neste ano, foi vencida pelo opositor Péter Magyar, ex-aliado de Orbán. Em uma publicação no Facebook, o político agradeceu ao país e revelou que o chefe de governo o parabenizou pelo resultado.
"O primeiro-ministro Viktor Orbán acabou de nos parabenizar pela nossa vitória por telefone. Obrigado, Hungria!", escreveu Magyar.
Logo após Orbán reconhecer sua derrota, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, declarou que "o coração da Europa bate mais forte na Hungria".
O presidente da França, Emmanuel Macron, saudou o triunfo de Magyar e o compromisso da população húngara "com os valores da União Europeia". O líder acrescentou que todos irão avançar "juntos rumo a uma Europa mais soberana".
O chanceler alemão Friedrich Merz, por sua vez, mencionou que está ansioso para trabalhar ao lado do político húngaro. .