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Charles III visita EUA com segurança reforçada após ataque em jantar com Trump

Viagem do monarca britânico foi mantida após susto em evento com correspondentes

27 abr 2026 - 09h34
(atualizado às 09h55)
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O rei Charles III inicia nesta segunda-feira (27) uma visita de quatro dias aos Estados Unidos, em meio a um esquema de segurança reforçado, após a tentativa frustrada de assassinato do presidente norte-americano, Donald Trump, durante o jantar dos correspondentes da Casa Branca, no último fim de semana.

Segundo a imprensa britânica, autoridades do Reino Unido e dos Estados Unidos adotaram medidas adicionais de proteção para a viagem, que inclui compromissos oficiais em Washington e Nova York, além de eventos militares e diplomáticos ao longo da semana.

O embaixador britânico em Washington, Christopher Turner, afirmou que "todas as medidas de segurança apropriadas foram tomadas" para garantir a proteção de Charles III e da rainha Camilla durante a agenda.

A visita prevê uma recepção oficial na Casa Branca, com encontro entre Trump e o rei no Salão Oval, além de um jantar de Estado. Também está previsto um discurso de Charles III no Congresso dos EUA, um dos momentos centrais da viagem diplomática.

A programação inclui ainda cerimônias militares com honras de Estado, uma visita ao Memorial do 11 de Setembro, em Nova York, e encontros com autoridades locais, incluindo o prefeito Zohran Mamdani.

Em seguida, o casal real irá para a Virgínia, onde participará de eventos em comemoração ao 250º aniversário da Declaração de Independência dos Estados Unidos. Uma cerimônia de despedida está prevista para a próxima quinta-feira (30).

Logo depois, o rei e a rainha viajarão para as Bermudas, território ultramarino britânico, para uma visita de dois dias antes de retornarem ao Reino Unido.

A expectativa do governo do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, é de que a visita contribua para fortalecer o futuro da chamada "relação especial" entre os dois países, que, segundo autoridades, atravessa um de seus momentos mais delicados desde a Crise de Suez, em 1956. 

Ansa - Brasil
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