Chanceler italiano pede aceleração de negócios com países do Mercosul
Tajani destacou que país europeu precisa 'diversificar exportações'
Após visitar o Brasil e a Argentina, o chanceler italiano Antonio Tajani defendeu acelerar e diversificar negócios com o Mercosul. O ministro destacou acordos com os argentinos em matérias-primas e indústria, além do forte interesse mútuo em setores como agronegócio, energia e tecnologia. Tajani ressaltou que a Itália foi pioneira em buscar oportunidades pós-acordo UE-Mercosul, visando ampliar as exportações italianas, que bateram 650 bilhões de euros e têm meta de 700 bilhões até o fim do próximo ano.
Poucos dias após sua missão na Argentina e no Brasil, o vice-premiê e ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, destacou a necessidade de acelerar a atuação do país europeu nos mercados do Mercosul.
"Após os resultados que alcançamos com esta missão em termos de reuniões B2B, não podemos perder tempo. Devemos acelerar nossos esforços nos mercados do Mercosul. Mas não só isso: a chave é diversificar nossas exportações", declarou o político em entrevista ao Il Sole 24 Ore.
O chanceler também avaliou que os países visitados "têm um apetite extraordinário pela Itália". Além disso, revelou ter fechado dois acordos "muito importantes" com a Argentina, que "nos permitirão apoiar ainda mais nossos negócios". Os pactos tratam de matérias-primas e política industrial.
"Todos ficaram impressionados com o fato de termos sido os primeiros a vir discutir oportunidades de desenvolvimento e comércio após o acordo UE-Mercosul. Decidir estar à frente do nosso tempo nesses mercados, especialmente no atual contexto internacional e geopolítico complexo, foi uma escolha acertada", analisou.
Tajani ainda mencionou que as empresas argentinas e brasileiras estão concentradas nos setores "agroalimentar, farmacêutico e medicina, mas também transição energética, engenharia mecânica e de plantas industriais, tecnologias digitais e defesa".
"Durante esta missão, também surgiu o interesse de empresários argentinos e brasileiros em investir em nosso país. Na América Latina, há grande interesse na cultura e tradição italianas. A colaboração neste setor e no esporte, áreas que são cada vez mais impulsionadoras do crescimento e da inovação, esteve no centro da missão", afirmou.
Por fim, o vice-premiê declarou que "as exportações têm sido e continuam sendo um dos pilares da política governamental", destacando que elas atingiram um recorde de "650 bilhões de euros". Segundo Tajani, a meta é chegar a 700 bilhões de euros até o final do próximo ano. .
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