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Chanceler italiano pede aceleração de negócios com países do Mercosul

Tajani destacou que país europeu precisa 'diversificar exportações'

13 set 2026 - 11h51
(atualizado às 12h00)
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Resumo
Após visitar o Brasil e a Argentina, o chanceler italiano Antonio Tajani defendeu acelerar e diversificar negócios com o Mercosul. O ministro destacou acordos com os argentinos em matérias-primas e indústria, além do forte interesse mútuo em setores como agronegócio, energia e tecnologia. Tajani ressaltou que a Itália foi pioneira em buscar oportunidades pós-acordo UE-Mercosul, visando ampliar as exportações italianas, que bateram 650 bilhões de euros e têm meta de 700 bilhões até o fim do próximo ano.

Poucos dias após sua missão na Argentina e no Brasil, o vice-premiê e ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, destacou a necessidade de acelerar a atuação do país europeu nos mercados do Mercosul.

Tajani destacou que país europeu precisa 'diversificar exportações'
Tajani destacou que país europeu precisa 'diversificar exportações'
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

"Após os resultados que alcançamos com esta missão em termos de reuniões B2B, não podemos perder tempo. Devemos acelerar nossos esforços nos mercados do Mercosul. Mas não só isso: a chave é diversificar nossas exportações", declarou o político em entrevista ao Il Sole 24 Ore.

O chanceler também avaliou que os países visitados "têm um apetite extraordinário pela Itália". Além disso, revelou ter fechado dois acordos "muito importantes" com a Argentina, que "nos permitirão apoiar ainda mais nossos negócios". Os pactos tratam de matérias-primas e política industrial.

"Todos ficaram impressionados com o fato de termos sido os primeiros a vir discutir oportunidades de desenvolvimento e comércio após o acordo UE-Mercosul. Decidir estar à frente do nosso tempo nesses mercados, especialmente no atual contexto internacional e geopolítico complexo, foi uma escolha acertada", analisou.

Tajani ainda mencionou que as empresas argentinas e brasileiras estão concentradas nos setores "agroalimentar, farmacêutico e medicina, mas também transição energética, engenharia mecânica e de plantas industriais, tecnologias digitais e defesa".

"Durante esta missão, também surgiu o interesse de empresários argentinos e brasileiros em investir em nosso país. Na América Latina, há grande interesse na cultura e tradição italianas. A colaboração neste setor e no esporte, áreas que são cada vez mais impulsionadoras do crescimento e da inovação, esteve no centro da missão", afirmou.

Por fim, o vice-premiê declarou que "as exportações têm sido e continuam sendo um dos pilares da política governamental", destacando que elas atingiram um recorde de "650 bilhões de euros". Segundo Tajani, a meta é chegar a 700 bilhões de euros até o final do próximo ano. .

Ansa - Brasil
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