Rússia não descarta cúpula trilateral com Ucrânia e EUA em outubro
Ofensiva de Moscou nas proximidades da Polônia elevou tensão na região
Apesar da crescente tensão gerada por ataques de drones próximos à Polônia e alertas na Lituânia, a Rússia admitiu a possibilidade de realizar uma cúpula trilateral com Ucrânia e Estados Unidos em outubro. Segundo o Kremlin, que também conta com ofertas de mediação da Índia e da China, um acordo territorial prévio facilitaria o diálogo. Paralelamente, Kiev denunciou as recentes investidas russas perto de fronteiras ocidentais e exigiu sanções internacionais imediatas e mais severas contra Moscou.
Após um ataque nas proximidades da Polônia e alertas de drones na Lituânia, que elevaram a tensão no leste europeu, a Rússia não descartou, neste domingo (13), a possibilidade de se reunir com Ucrânia e Estados Unidos no próximo mês para discutir a guerra.
"Sim, não descartamos essa possibilidade. Estamos falando de um futuro próximo, então outubro é certamente uma possibilidade.
Isso não pode ser descartado", declarou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.
Em entrevista ao jornal Izvestia, o representante do governo russo acrescentou que, atualmente, não há novas propostas para encerrar o conflito, mas que esse seria o objetivo de uma possível cúpula trilateral em outubro.
Segundo Yuri Ushakov, assessor de política externa do presidente russo, Vladimir Putin, muitas questões ainda precisam ser resolvidas antes de um encontro com Washington e Kiev. No entanto, avanços nas negociações sobre a questão territorial poderiam facilitar a obtenção de outros acordos.
"Precisamos de um entendimento sobre o que será acordado em relação à questão territorial. No entanto, há muitas outras questões que ainda precisam ser resolvidas. Ainda assim, se houvesse progresso na questão territorial, provavelmente seria mais fácil avançar para outros acordos", afirmou.
Paralelamente, o Kremlin informou que o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, e o presidente da China, Xi Jinping, "ofereceram ativamente seus bons ofícios para ajudar a encontrar uma solução" para a guerra na Ucrânia. Segundo Moscou, Putin "acolheu bem a disposição deles em cooperar".
- Ações russas elevam tensão - O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andriy Sybiha, afirmou que um posto de serviços em Yahodyn, próximo à fronteira entre Ucrânia e Polônia, foi atingido durante um ataque massivo de drones contra o país. Diante do episódio, o chanceler voltou a instar a comunidade internacional a agir para conter a Rússia antes que seja tarde demais.
"Este é o terror de Putin, batendo diretamente às portas da União Europeia e da Otan. Os bárbaros russos já estão à sua porta, caros parceiros. Ajam agora: apliquem todo o peso de suas sanções contra o regime agressivo de Putin. Ele precisa entender que sua barbárie encontrará uma resposta firme, capaz de tornar o custo da guerra inaceitável para ele", afirmou o ucraniano.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que diversas equipes de emergência foram deslocadas para a região de Volyn, onde os russos "incendiaram deliberadamente uma locomotiva e danificaram um posto de serviço em um ataque com drones".
Outra movimentação que alarmou os países da região ocorreu na Lituânia. O país fechou o aeroporto de Vilnius em resposta à possível presença de drones em seu espaço aéreo. Além disso, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) mobilizou caças em razão do episódio. .
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