Ataque a navio deixa 1 morto e feridos no Estreito de Ormuz
Embarcação foi atingida nas proximidades das ilhas de Hengam e Qeshm
Um ataque a um navio mercante no Estreito de Ormuz deixou um morto e três feridos neste domingo, com autoria ainda não identificada. Paralelamente, o Irã afirmou que um acordo com Omã não reabrirá a passagem marítima sem que os EUA cumpram compromissos diplomáticos prévios. A tensão se agrava com o fechamento do principal oleoduto da Arábia Saudita após ataques iranianos, ameaçando esgotar as reservas de petróleo de Riad e gerar uma perda de até 4% na oferta global da commodity nos próximos dias.
Pelo menos uma pessoa morreu e outras três ficaram feridas após um navio mercante ser atingido neste domingo (13), no Estreito de Ormuz.
De acordo com as autoridades iranianas, a embarcação foi alvo de ataques nas proximidades das ilhas de Hengam e Qeshm. A origem da ofensiva, contudo, não foi especificada.
Paralelamente, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que o esperado acordo entre Irã e Omã sobre a gestão do Estreito de Ormuz não levará à reabertura da passagem. Segundo ele, o país exige que os Estados Unidos honrem seus compromissos no âmbito do memorando de entendimento de 60 dias, assinado em Islamabad em junho passado.
"O Irã acredita que a responsabilidade por garantir a segurança e a estabilidade na região cabe exclusivamente aos países da região", afirmou o político iraniano.
Em relação à Arábia Saudita, que fechou seu principal oleoduto para o Mar Vermelho após ataques de Teerã, o país poderá esgotar suas reservas de petróleo destinadas à exportação caso não consiga retomar as operações no local nos próximos dias.
De acordo com compradores de petróleo sauditas e participantes do setor, conforme relatado pela Reuters, a situação poderia resultar em uma perda de até 4% da oferta global.
Nos últimos seis meses, o oleoduto que atravessa o deserto da Península Arábica poupou Riad de grande parte do impacto provocado pelo fechamento do Estreito de Ormuz, causado pelo conflito regional, que paralisou as exportações de países vizinhos. .
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