CDC enviará reforços à Pensilvânia para investigar surto de sarampo
O CDC enviará reforços à Pensilvânia para investigar um surto de sarampo após pedido formal do estado, que já registra 1.136 casos e cinco mortes. A situação gerou divergências entre autoridades locais e federais sobre a contagem oficial dos óbitos. A agência federal atuará na contenção da doença, como já fez em outros estados. Em paralelo, Nova York também declarou emergência estadual e planeja buscar assistência federal após registrar 126 casos da infecção.
O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA informou nesta terça-feira que enviará reforços à Pensilvânia para ajudar a investigar o surto de sarampo, já que o Estado solicitou formalmente assistência federal por meio do programa de resposta a emergências Epi-Aid da agência.
Autoridades de saúde da Pensilvânia registraram 1.136 casos de sarampo e cinco mortes relacionadas ao surto neste ano até 9 de outubro, enquanto o CDC confirmou duas mortes associadas ao sarampo em todo o país em 2026, sem identificar os Estados envolvidos.
As diferenças no número de mortes alimentaram uma divergência pública entre o governador da Pensilvânia, Josh Shapiro, e o secretário de Saúde dos EUA, Robert F. Kennedy Jr. -- cujo departamento supervisiona o CDC -- sobre como as mortes associadas ao sarampo devem ser definidas e contabilizadas.
A agência afirmou que deve trabalhar com autoridades locais de saúde para investigar o surto, fortalecer os esforços de resposta e impedir a propagação.
"O Texas, a Carolina do Sul, a Virgínia, o Kansas, o Novo México e o Wisconsin solicitaram o apoio do programa Epi-Aid do CDC e trabalharam em conjunto com equipes federais para ajudar a controlar seus surtos de forma rápida e bem-sucedida", afirmou a agência em comunicado.
A Reuters havia noticiado com exclusividade em setembro que o departamento de saúde da Pensilvânia solicitou apoio de emergência ao CDC, mas apenas sob a condição de que a agência reconhecesse as mortes associadas ao sarampo relatadas pelo Estado.
Separadamente, a governadora de Nova York, Kathy Hochul, afirmou na semana passada que o Estado deve buscar assistência federal para responder ao surto de sarampo, incluindo apoio do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA e do CDC.
No entanto, nem o gabinete da governadora nem o Departamento de Saúde do Estado de Nova York esclareceram se um pedido formal foi apresentado.
Isso ocorreu após Hochul declarar emergência em todo o Estado devido ao surto, a primeira declaração do tipo por um Estado dos EUA desde o aumento dos casos de sarampo em 2025.
Nova York registrou 126 casos de sarampo até 13 de outubro.
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