Condenada à morte nos EUA por injeção letal, Christa Pike acorda e volta a caminhar
Detenta de 50 anos sobreviveu a duas aplicações de injeção letal no Tennessee
Christa Pike, de 50 anos, recebeu alta após voltar a ficar de pé e caminhar pelo quarto do hospital onde está internada após sobreviver a uma tentativa malsucedida de execução por injeção letal nos Estados Unidos. Segundo sua equipe jurídica, a detenta ainda apresenta confusão mental e tem os braços e as mãos gravemente inchados, com limitações de movimento.
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A detenta foi encaminhada ao Debra K. Johnson Rehabilitation Center, em Nashville, a principal prisão feminina no estado.
Pike estava inicialmente inconsciente e em estado crítico após receber duas doses de pentobarbital, substância utilizada no procedimento realizado em 30 de setembro, no estado do Tennessee. Quando as autoridades perceberam que ela não morreria em decorrência da aplicação, a mulher foi levada ao hospital.
Em entrevista à BBC na quarta-feira, 7, o advogado Stephen Ferrell afirmou que Pike conseguiu caminhar pela primeira vez.
"Ela conseguiu ficar de pé e caminhar pela primeira vez hoje, mas apenas pelo quarto, sem ir muito longe", disse Ferrell, que não havia conversado diretamente com a detenta, mas recebeu informações sobre sua recuperação.
De acordo com o advogado, Pike continua a apresentar os efeitos da substância utilizada na execução. Ela também tem dificuldades para movimentar os braços, e ainda não há previsão sobre a possibilidade de recuperação completa.
"Ela está relativamente lúcida, mas também um pouco confusa. Perde facilmente a linha de raciocínio e esquece para onde está indo", afirmou Ferrell. O advogado acrescentou que a equipe jurídica considera necessário oferecer acompanhamento psicológico à detenta. Segundo ele, ainda é cedo para determinar se as lesões físicas deixarão sequelas permanentes.
Tentativa de execução é considerada sem precedentes
Pike é considerada a única pessoa conhecida por ter sobrevivido a uma tentativa de execução por injeção letal, segundo as informações divulgadas sobre o caso. Antes do procedimento, seus advogados haviam alertado que uma condição de saúde da detenta poderia dificultar a aplicação do método.
A equipe jurídica se opõe a uma nova tentativa de execução pelo mesmo procedimento e pede que o governador do Tennessee, Bill Lee, comute a pena para prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional.
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