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Cazaquistão diz que alerta da China sobre pneumonia 'mais letal' que coronavírus no país é 'fake news'

Segundo agências de notícias, a embaixada chinesa no país fez alerta a seus cidadãos, mas Ministério da Saúde do Cazaquistão disse que informação não condiz com a realidade.

10 jul 2020
15h51
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O Cazaquistão disse ser incorreto um alerta da embaixada chinesa a seus cidadãos sobre uma pneumonia "mais letal" que o coronavírus no país, que fica na Ásia central e faz fronteira com a China.

Foto: BBC News Brasil

Segundo a agência de notícias Reuters, nesta quinta (9), a Embaixada chinesa alertou sobre um "aumento significativo" de casos em determinadas cidades do Cazaquistão desde meados de junho.

Mas o Ministério da Saúde do Cazaquistão respondeu, por meio de uma publicação no Facebook, que isso era "fake news" (uma notícia falsa).

"Alguns meios de comunicação chineses divulgaram informações sobre casos relatados de uma pneumonia desconhecida no Cazaquistão que parecem ser mais mortais do que o coronavírus. O Ministério da Saúde da República do Cazaquistão declara oficialmente que essa informação não é condizente com a realidade", escreveu na publicação.

A pasta disse que sua contabilização de pneumonias do tipo bacteriana, fúngica e viral, que também incluem casos de causas desconhecidas, seguem as diretrizes da Organização Mundial da Saúde.

Segundo os dados consolidados pela universidade americana Johns Hopkins, 264 pessoas morreram no Cazaquistão em decorrência do coronavírus. O país contabiliza quase 55 mil casos confirmados e teve de impor um segundo lockdown nesta semana para tentar conter a pandemia.

Segundo a Reuters, a embaixada chinesa disse que 1.772 pessoas morreram em decorrência de pneumonia no primeiro semestre do ano, com 628 mortes só em junho, incluindo de cidadãos chineses. Não há informações sobre a causa dessas pneumonias - se são relacionadas ao coronavírus ou não.

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