Campânia contesta plano de vacinação de governo italiano
Região quer que população seja levada em consideração na divisão
O governo da Campânia expressou nesta quarta-feira (16) sua insatisfação e oposição a um plano de distribuição de vacinas para a primeira fase de vacinação que foi discutido em uma reunião com representantes do governo nacional e líderes das 20 regiões da Itália.
Em comunicado, a região informou ter proposto que a população de cada território fosse levada em consideração na distribuição inicial das vacinas. A proposta, no entanto, não foi aceita, estando em curso um plano que "prevê desequilíbrios evidentes e injustificados entre as quotas atribuídas às várias regiões".
"A Campânia reitera veementemente a sua divergência sobre esta forma de proceder e insistirá no pedido de adequação do plano de atribuição de vacinas a critérios objetivos, que evitem qualquer disparidade de tratamento e desprezíveis competições territoriais", diz a nota.
Segundo fontes oficiais, a divergência da região sobre a distribuição dos imunizantes na primeira fase se baseia no fato de que muitos territórios com uma população menor receberão mais doses da vacina.
De início, a Campânia deve receber 135.890 doses, enquanto, por exemplo, Emilia-Romagna, que tem cerca de 1,5 milhões de habitantes a menos, receberá 183.138 doses, e Piemonte, que tem o mesmo número de habitantes que Emilia mais ou menos, contará com 170.995 doses da vacina.
Conforme o plano de vacinação, a primeira fase contemplará os profissionais de saúde e os idosos da residência sanitária assistencial (RSA).
O governo e as regiões da Itália também planejam promover uma vacinação "simbólica" contra o novo coronavírus logo depois do Natal, caso a agência de medicamentos da União Europeia aprove o imunizante da Biontech e da Pfizer em 21 de dezembro.