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Bispos processam governo Trump por barrar ajuda a refugiados

Religiosos chamaram suspensão de financiamento de 'ilegal'

19 fev 2025 - 12h52
(atualizado às 13h14)
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Em um novo confronto entre a Igreja e a Casa Branca, a Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos processou o governo do presidente Donald Trump pela interrupção abrupta do financiamento do reassentamento de refugiados.

    Os religiosos classificaram o veto anunciado pelo republicano de "ilegal" e prejudicial aos refugiados recém-chegados e ao maior programa privado do tipo do país.

    A ação, apresentada no Tribunal Distrital dos EUA, foi movida contra o Departamento de Estado, o Bureau de População, Refugiados e Migração e o Departamento de Saúde.

    O processo alega que os bispos trabalham com o governo dos EUA há quase 50 anos e que o departamento prometeu fornecer US$ 65 milhões à liderança da Conferência dos Bispos Católicos dos EUA (USCCB) "para as necessidades físicas imediatas e integração dos refugiados em suas novas comunidades".

    "Mas agora, depois que os refugiados já chegaram e foram colocados sob os cuidados da USCCB, o governo está tentando minar os programas bloqueando o financiamento", acrescentaram os bispos, enfatizando que a administração Trump não fez nenhum pagamento desde 24 de janeiro e está com dívidas em atraso desde novembro.

    Segundo o arcebispo Timothy Broglio, presidente da USCCB, "a Igreja Católica sempre trabalha para defender o bem comum de todos e promover a dignidade da pessoa humana, especialmente os mais vulneráveis" e "isso inclui os não nascidos, os pobres, os estrangeiros, os idosos e enfermos, e os migrantes".

    Para ele, "a suspensão do financiamento impede a igreja de fazer isso" e, portanto, a Conferência "está tentando manter o programa em andamento", mas ele é "financeiramente insustentável". Desta forma, está fazendo com que o governo dos EUA cumpra seus "compromissos morais e legais".

    A conferência é uma das 10 agências nacionais, a maioria delas religiosas, que atendem refugiados e que estão em dificuldades desde que receberam uma carta do Departamento de Estado, em 24 de janeiro, informando sobre a suspensão imediata do financiamento, enquanto aguardam uma revisão dos programas de ajuda externa. .

Ansa - Brasil
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