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Avanço de Israel no Líbano e possível ofensiva dos EUA no Irã: guerra se intensifica no Oriente Médio

Israel ampliou neste domingo (29) sua ofensiva no sul do Líbano após ordem de Benjamin Netanyahu para expandir a chamada "zona de segurança" na fronteira, em meio à guerra contra o Hezbollah pró-iraniano. Segundo autoridades libanesas, os bombardeios já deixaram 1.238 mortos, incluindo 124 crianças, e provocaram mais de um milhão de deslocados desde o início do conflito. No fim de semana, 49 pessoas morreram, entre elas socorristas e jornalistas.

29 mar 2026 - 15h03
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No Líbano, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu ordenou ao Exército que "amplie ainda mais a zona de segurança" ocupada no sul do país, no contexto de uma incursão terrestre em andamento para expandir uma faixa tampão ao longo da fronteira, com o objetivo declarado de proteger o norte de Israel. As forças israelenses já conduzem há semanas uma ofensiva profunda na região. Segundo o Ministério da Saúde libanês, os bombardeios israelenses no país mataram 1.238 pessoas desde o início da guerra entre Israel e o Hezbollah pró-iraniano em 2 de março, incluindo 124 crianças. Apenas no fim de semana, 49 pessoas morreram, entre elas dez socorristas e três jornalistas, e mais de um milhão de pessoas foram deslocadas por bombardeios e ordens de evacuação.

O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu participa de uma sessão plenária do Knesset, o Parlamento israelense, em Jerusalém, em 5 de janeiro de 2026. (Imagem ilustrativa)
O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu participa de uma sessão plenária do Knesset, o Parlamento israelense, em Jerusalém, em 5 de janeiro de 2026. (Imagem ilustrativa)
Foto: © Ronen Zvulun / Reuters / RFI

As autoridades do Irã afirmaram neste domingo (29) estar prontas para responder a uma eventual operação militar terrestre dos Estados Unidos, ao mesmo tempo em que acusaram Washington de preparar uma ofensiva no terreno enquanto mantém discursos públicos de negociação. A tensão ocorre em meio a uma série de movimentações diplomáticas na região e à intensificação da guerra no Oriente Médio, com novas frentes de conflito e alertas sobre risco de expansão regional.

O Kuwait e os Emirados Árabes Unidos voltaram a ser alvo, neste domingo (29), de mísseis e drones iranianos, segundo as autoridades. No sábado (28), um ataque reivindicado pelos Guardas da Revolução contra a fundição Aluminium Bahrain (Alba), uma das maiores do mundo, deixou dois funcionários levemente feridos, informou o grupo neste domingo.

Em paralelo, chefes da diplomacia de vários países do Oriente Médio se reuniram em Islamabad, no Paquistão, para tentar conter a escalada do conflito. As discussões envolveram representantes do Paquistão, Arábia Saudita, Turquia e Egito e se concentraram em propostas para reabrir o estreito de Ormuz à navegação, segundo fontes próximas às negociações. Novos encontros estão previstos para esta segunda-feira. 

Ofensiva terrestre no Irã?

O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, acusou os Estados Unidos de manter uma estratégia dupla, com mensagens públicas de diálogo e negociações enquanto, segundo ele, preparam secretamente uma ofensiva terrestre. "Enquanto os norte-americanos exigirem a rendição do Irã, nossa resposta será que jamais aceitaremos a humilhação", declarou em pronunciamento à nação.

O Washington Post informou, citando autoridades norte-americanas, que o Pentágono se prepara para várias semanas de operações terrestres no Irã, embora o secretário de Estado, Marco Rubio, tenha afirmado que os Estados Unidos podem alcançar seus objetivos sem o envio de tropas ao solo. Rubio também disse que os militares norte-americanos mobilizados no Oriente Médio têm como objetivo oferecer opções ao presidente Donald Trump em caso de imprevistos.

A escalada militar também se intensificou em outras frentes da região. Pela primeira vez desde o início do conflito, os houthis do Iêmen, aliados do Irã, lançaram no sábado mísseis contra Israel, ampliando o temor de uma regionalização da guerra no Oriente Médio. O Exército israelense afirmou ter realizado mais de 140 ataques aéreos em 24 horas contra alvos no centro e no oeste do Irã, incluindo Teerã, atingindo locais de lançamento de mísseis balísticos e depósitos de armamentos. Em resposta, o Irã continuou seus ataques contra Israel e também contra países do Golfo.

Em outro ponto de tensão, o Irã ameaçou atingir o porta-aviões USS Abraham Lincoln caso ele se aproximasse de alcance de suas forças, enquanto o chefe da marinha iraniana, Shahram Irani, afirmou que responderia com "diferentes tipos de mísseis" a qualquer ataque.

No mesmo contexto, o Pentágono anunciou a chegada ao Oriente Médio do navio de assalto anfíbio USS Tripoli, liderando um grupo naval com cerca de 3.500 militares e fuzileiros navais, normalmente baseado no Japão.

Diante da escalada, a Universidade Americana de Beirute anunciou o fechamento temporário de seu campus e a realização de aulas remotas por dois dias, por precaução. Mais cedo, os Guardas da Revolução do Irã haviam ameaçado universidades norte-americanas na região após alegarem a destruição de instituições de ensino em território iraniano por ataques norte-americanos e israelenses.

Com AFP

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
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