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Autora de 'Como matar seu marido' é julgada pela morte de marido

Ensaio escrito anos antes do crime enumera motivos que poderiam levá-la a matar cônjuge

24 mai 2022 12h40
| atualizado às 12h40
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Nancy Crampton e o marido, Daniel Brophy
Nancy Crampton e o marido, Daniel Brophy
Foto: Divulgação/Arquivo pessoal

A autora do ensaio "How to Murder Your Husband" (Como matar seu marido, em tradução livre), começou a ser julgada nos Estados Unidos, neste mês, acusada de matar seu marido.

A escritora Nancy Crampton Brophy escreveu o texto, com conteúdo bastante sugestivo, anos antes da morte do marido, Daniel Brophy, de 63 anos. 

Em alguns trechos do ensaio, Nancy sugere que o assassinato deveria "libertá-la" de algo. “Afinal, se o assassinato deve me libertar, certamente não quero passar nenhum tempo na prisão”, escreveu em uma publicação independente. “Eu não gosto de macacões e laranja não é minha cor.”

Ela enumera, no ensaio, os motivos que poderiam levá-la a cometer o crime: problemas financeiros, mentiras ou decepções, se apaixonar por outra pessoal, abusos e, por último, vocação para matar. Ela ainda considera as armas do crime, descrevendo o uso de armas, facas, veneno e outros objetos.

Crime

Nancy é acusada de matar a tiros o marido, que era chef de cozinha, enquanto ele se preparava para trabalhar, segundo reportagem do jornal local "Oregonian". No entanto, ela diz que estava em uma cafeteria no momento do crime.

Os investigadores determinaram que não havia sinais de resistência ou luta e nenhum sinal de roubo. O marido dela ainda estava com a carteira, o celular e as chaves do carro, segundo documentos da perícia.

A morte dele seguiu um mistério até a prisão da escritora, em 2018. As autoridades americanas nunca divulgaram um outro suspeito.

Segundo a agência de notícias Associated Press, a procuradoria do distrito disse, em depoimento ao Tribunal do Júri, que o assassinato teria sido motivado por uma apólice de seguro de US$ 1,4 milhão.

Já a advogada que defende a escritora disse que Nancy não ganhou nada após a morte e que a alegação de que ela buscava compensação de uma seguradora não era verdade. O julgamento deve durar sete semanas.


 

Fonte: Redação Terra
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