Autor de ataque a jantar com Trump queria 'ajudar problemas do mundo', diz irmã
Cole Tomas Allen invadiu evento com correspondentes da Casa Branca
A irmã de Cole Tomas Allen, autor do ataque no jantar dos correspondentes da Casa Branca em um hotel de Washington, no último fim de semana, revelou que o professor de 31 anos demonstrava um desejo recorrente de "fazer algo" para "ajudar o mundo".
A mulher, que vive com a família em Rockville, no estado de Maryland, deu a declaração durante interrogatório feito pelo Serviço Secreto dos Estados Unidos nesta segunda-feira (27), segundo a imprensa norte-americana.
De acordo com ela, Cole sempre expressou seu desejo de "fazer algo" para lidar com o que ele descrevia como "os problemas do mundo", sem especificar a quais ações se referia.
Além disso, a mulher relatou que o irmão tinha um histórico de declarações com conteúdo extremista e frequentemente fazia comentários políticos considerados radicais.
As autoridades investigam o caso e analisam o histórico pessoal e acadêmico de Allen para tentar entender sua motivação e possíveis sinais prévios de radicalização.
Allen enviou um manifesto a seus familiares cerca de 10 minutos antes de abrir fogo no evento que o presidente Donald Trump estava presente e se definiu como "assassino federal gentil".
No documento, ele também se referiu ao escândalo sexual protagonizado pelo financista pedófilo Jeffrey Epstein, antigo amigo de Trump e que se suicidou na cadeia em 2019, para justificar a ação.
A expectativa é de que o atirador compareça à sua primeira audiência sobre o caso ainda hoje, em um tribunal de Washington.
Inicialmente, segundo anunciou a procuradora-geral de Columbia, Jeanine Pirro, ele deve responder a acusações por porte de arma de fogo e por agressão a um agente federal com arma perigosa, tendo em vista que disparou contra um dos agentes.
Em paralelo às investigações, veículos de imprensa relembraram uma entrevista concedida por Allen à ABC Los Angeles em 2017, quando ele era estudante do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech).
Na ocasião, Allen participava de uma conferência sobre envelhecimento e apresentava um projeto voltado à segurança de cadeiras de rodas. Ele explicou que a proposta buscava evitar movimentações indesejadas durante o uso do equipamento.
"A ideia por trás deste projeto é impedir qualquer movimento", afirmou na época. "Os freios das cadeiras de rodas tendem a travar as rodas, mas não fixam a cadeira ao chão." .
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