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Ataques no Iêmen põem em risco negociações de paz

26 set 2023 - 15h28
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Os dois lados da guerra de oito anos no Iêmen se acusaram mutuamente de ataques que interromperam uma relativa calmaria nos combates e colocaram em risco as negociações de paz que vinham ganhando força.

O movimento Houthi do Iêmen tem lutado contra uma coalizão liderada pela Arábia Saudita desde 2015, em um conflito que matou centenas de milhares de pessoas e deixou 80% da população dependente de ajuda.

O porta-voz houthi Mohammed Abdulsalam disse que a coalizão matou 12 soldados do grupo no último mês ao longo da fronteira com a Arábia Saudita. "Embora consideremos lamentáveis os incidentes de violação da trégua...enfatizamos a importância de entrar em uma fase de paz séria", afirmou ele à Reuters.

Os houthis, alinhados ao Irã, estavam respondendo às acusações de terem matado dois membros do Exército do Barein e ferido vários outros na segunda-feira em um ataque de drones na fronteira sul da Arábia Saudita.

A aliança liderada pela Arábia Saudita condenou o ataque e disse que ele ocorreu após outros ataques dos houthis a uma unidade de distribuição de energia e a uma delegacia de polícia perto da fronteira.

"Essas repetidas ações hostis e provocativas não são consistentes com os esforços positivos que estão sendo feitos para buscar um fim para a crise", disse o porta-voz da coalizão, general Turki al-Malki.

Os Estados Unidos também condenaram o ataque, segundo o porta-voz do Departamento de Estado, Matthew Miller, que afirmou que as autoridades norte-americanas estavam em contato com as contrapartes do Barein.

"Esse ataque não provocado ameaça o mais longo período de calma desde o início da guerra no Iêmen", disse Miller em uma coletiva de imprensa, reiterando que somente um acordo entre os iemenitas poderia resolver o conflito.

O enviado especial da ONU para o Iêmen, Hans Grundberg, pediu que ambos os lados exercessem o máximo de contenção e disse que as tensões militares na fronteira do Iêmen causaram baixas, incluindo a perda de vidas civis, nos últimos meses.

"Qualquer renovação da escalada militar ofensiva corre o risco de mergulhar o Iêmen novamente em um ciclo de violência e prejudica os esforços de paz em andamento", declarou Grundberg.

O Iêmen teve um ano de relativa calma enquanto as negociações ganhavam força. Autoridades sauditas e houthis se reuniram por cinco dias em Riad neste mês e devem se reunir novamente.

Riad e Abu Dhabi intervieram na guerra civil do Iêmen depois que os houthis invadiram a capital Sanaa e derrubaram um governo reconhecido internacionalmente em 2014.

As negociações de paz estão concentradas na reabertura total dos portos e do aeroporto de Sanaa controlados pelos houthis, no pagamento dos salários dos funcionários públicos, nos esforços de reconstrução e em um cronograma para a saída das forças estrangeiras.

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