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Ataques israelenses matam quatro pessoas no sul do Líbano

6 set 2026 - 12h46
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Resumo
Ataques israelenses no sul do Líbano mataram quatro pessoas neste domingo em retaliação a supostas ações com drones do Hezbollah, violando a trégua mediada pelos EUA. A ofensiva atingiu alvos civis, incluindo um hospital, gerando protestos do presidente libanês Joseph Aoun contra a escalada militar e apelos por intervenção internacional. Já Israel alega ter mirado depósitos e um centro de comando do grupo armado, em um conflito contínuo que já deixou mais de 4.300 libaneses mortos desde março.

Ataques israelenses mataram quatro pessoas, incluindo duas mulheres, ‌no sul do Líbano neste domingo, informou o Ministério da Saúde libanês, enquanto Israel retaliava o que alegou serem ações com drones do Hezbollah em áreas ocupadas por suas tropas.

Apesar do cessar-fogo com o Hezbollah, mediado pelos EUA e acordado em junho, as forças armadas israelenses continuam operando no que declararam ser uma ⁠zona de segurança no sul do Líbano.

O Ministério da Saúde do Líbano informou que ‌dois homens foram mortos em uma cidade na periferia da zona ocupada pelas tropas israelenses, enquanto as duas mulheres foram mortas em Arab Salim, que ‌fica bem ao norte da área ocupada.

As forças armadas ‌israelenses haviam emitido um alerta de retirada online, às 6h da ⁠manhã pelo horário local, para áreas próximas a um prédio em Arab Salim. Segundo as autoridades, o prédio seria alvo de um ataque por estar sendo usado pelo Hezbollah. Duas meninas estavam entre as outras seis pessoas feridas nesse ataque.

O gabinete do presidente libanês Joseph Aoun classificou os ataques deste domingo -- que, segundo ele, ‌destruíram um hospital e danificaram um prédio do Ministério da Fazenda -- como "uma escalada perigosa" ‌que teve como alvo "administrações e ⁠centros de saúde ⁠puramente civis".

"O presidente Aoun responsabilizou integralmente o lado israelense por essa escalada contínua, apelando aos Estados ⁠Unidos e à comunidade internacional para ‌que tomem medidas imediatas para ‌impedir essas violações e responsabilizar os perpetradores", afirmou o gabinete.

As forças armadas israelenses afirmaram que seus alvos incluíam o que descreveram como instalações de armazenamento de armas do Hezbollah e um centro de comando dentro de um ⁠prédio anteriormente usado como hospital. Também afirmaram ter utilizado munições de precisão e vigilância aérea para minimizar danos à população civil.

O aviso de retirada deste domingo foi apenas o segundo emitido desde o anúncio do cessar-fogo, em junho.

A primeira ordem de retirada divulgada online ocorreu em ‌5 de agosto para os moradores de Mansouri, perto de Tiro, embora Israel já tivesse lançado panfletos sobre a vila apenas uma semana após o início ⁠do cessar-fogo, instruindo os moradores a se retirarem antes dos ataques.

Na sexta-feira, quatro pessoas morreram e 23 ficaram feridas em todo o sul do Líbano, informou o Ministério da Saúde no sábado, em ataques israelenses lançados sem avisos de retirada. As forças armadas israelenses afirmaram que esses ataques atingiram instalações de armazenamento de armas do Hezbollah.

O Hezbollah afirmou no sábado que a contínua escalada de Israel tinha como objetivo pressionar o governo libanês, que vem mantendo negociações diretas com Israel sob os auspícios dos EUA -- negociações que o grupo apoiado pelo Irã rejeitou.

Mais de 4.300 pessoas foram mortas por ataques israelenses no Líbano desde 2 de março, quando o Hezbollah disparou contra Israel em apoio ao Irã.

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