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Ataque deixa três mortos em basílica de Nice, na França

Uma mulher foi decapitada dentro da igreja

29 out 2020
07h44
atualizado às 07h56
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Pelo menos três pessoas morreram em um ataque a faca na Basílica de Notre-Dame, em Nice, na França, na manhã desta quinta-feira (29).

Policiais na Basílica de Notre-Dame, em Nice, na França
Policiais na Basílica de Notre-Dame, em Nice, na França
Foto: EPA / Ansa - Brasil

Segundo a polícia, uma mulher foi decapitada dentro da igreja. As outras vítimas são um homem e outra mulher, sendo que o primeiro teria sido degolado. O autor do atentado, ainda não identificado, foi preso.

"Tudo deixa supor que houve um atentado terrorista no coração da Basílica de Notre-Dame", disse o prefeito de Nice, Christian Estrosi, do partido conservador Os Republicanos, falando também em "fascismo islâmico".

Ainda de acordo com o prefeito, o suspeito repetia a frase "Allahu Akbar" ("Deus é grande", em árabe) quando era retirado da igreja. Estrosi também solicitou que todos os outros lugares de culto em Nice sejam fechados os postos sob vigilância.

O Ministério do Interior da França pediu para as pessoas evitarem a zona do ataque, e o premiê Jean Castex deixou a Assembleia Nacional para se juntar à unidade de crise do governo.

O caso é investigado pelo departamento antiterrorismo do Ministério Público. Em entrevista à emissora francesa BFM, o padre Gil Florini contou que as autoridades eclesiásticas foram alertadas há "dois ou três dias" sobre o risco de ataques na proximidade da Festa de Todos os Santos, em 1º de novembro.

"Estávamos em alerta, mas não pensávamos que poderia acontecer deste modo", acrescentou. Já o Conselho Francês do Culto Muçulmano publicou uma mensagem no Twitter condenando "com força" o atentado.

"Em sinal de luto e solidariedade às vítimas e seus parentes, convidamos os muçulmanos da França a anularem todas as festividades do Mulude [ocasião que celebra o nascimento do profeta Maomé]", diz o texto.

O ataque acontece 13 dias depois da decapitação do professor francês Samuel Paty, alvo do terrorismo jihadista por ter exibido charges de Maomé em uma aula sobre liberdade de expressão.

Após o crime, o presidente Emmanuel Macron defendeu a publicação das caricaturas e abriu uma crise com o mundo islâmico, com diversos países muçulmanos, incluindo Turquia, Irã e Paquistão, protestando contra o líder francês.

Nice já havia sido atingida pelo jihadismo em 14 de julho de 2016, quando um tunisiano lançou um caminhão contra a multidão que celebrava o Dia da Bastilha, matando 86 pessoas.

Condolências

Em mensagem no Twitter, o ministro das Relações Exteriores da Itália, Luigi Di Maio, afirmou que o país expressa "profundas condolências pelo bárbaro atentado de Nice". "Estamos ao lado do povo francês e da dor das famílias das vítimas. A Itália repudia todo tipo de extremismo e permanece com a França na luta contra o radicalismo violento", escreveu o chanceler. 

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