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Ataque de houthis causa danos a prédio da Aramco no distrito financeiro de Riad

8 nov 2026 - 13h06
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Resumo
Um ataque reivindicado pelos rebeldes houthis atingiu a sede da petrolífera Aramco em Riad neste domingo, causando danos limitados e sem deixar vítimas. A ação integra uma escalada de investidas contra a Arábia Saudita, cujas defesas interceptaram mísseis na capital e na Província Oriental, destruindo lançadores no Iêmen. Em resposta à ofensiva contínua a portos e aeroportos, os sauditas realizam bombardeios aéreos, enquanto buscam apoio militar internacional e negociam saídas diplomáticas com o Irã.

Janelas de vários andares ‌da sede corporativa da gigante petrolífera saudita Aramco, no coração do distrito financeiro da capital Riad, foram estilhaçadas neste domingo, em o que o Ministério da Energia descreveu como uma tentativa de ataque ao prédio.

Os houthis, que reivindicaram o ataque, tem intensificado os combates contra o reino, no que se tornou mais uma frente na guerra mais ampla ⁠dos EUA e de Israel contra Teerã.

O ministério afirmou que os danos à Torre Aramco ‌foram limitados e que não houve feridos nem mortos, sem atribuir responsabilidade pelo ataque. A coalizão liderada pela Arábia Saudita, que combate os houthis alinhados ao Irã no Iêmen, ‌informou que as defesas aéreas sauditas interceptaram mísseis houthis ‌sobre a cidade nas primeiras horas da madrugada.

Muitas escolas no reino retomaram as ⁠aulas presenciais no domingo, após semanas de ensino à distância, e várias agências governamentais sauditas voltaram ao trabalho presencial, que havia sido suspenso após ataques anteriores dos houthis.

Os houthis intensificaram os ataques às instalações da Aramco nas últimas semanas, incluindo a sede da gigante do petróleo em Dhahran, na Província Oriental da Arábia Saudita.

A coalizão liderada pela Arábia Saudita ‌informou que as defesas aéreas também interceptaram um míssil houthi no domingo na província, onde se ‌encontram a maior parte das ⁠reservas de petróleo e ⁠gás do maior exportador de petróleo bruto do mundo. A coalizão afirmou ainda ter destruído dois ⁠lançadores de mísseis balísticos em Saada, utilizados pelos ‌houthis no ataque de domingo ‌a Riad.

NEGOCIAÇÕES EM MEIO A ATAQUES

Os novos confrontos entre os houthis e a coalizão que apoia o governo internacionalmente reconhecido do Iêmen se intensificaram depois que o grupo avançou, em setembro, em direção ao Estreito de Bab el-Mandeb, um ponto estratégico ⁠de passagem marítima localizado do outro lado da Península Arábica, em relação ao Estreito de Ormuz.

Desde então, os houthis intensificaram os ataques com mísseis e drones contra portos e aeroportos sauditas, incluindo o aeroporto internacional de Riad. O porta-voz militar do grupo, Yahya Saree, afirmou que o aeroporto foi alvo dos ‌ataques de domingo, mas não houve confirmação por parte das autoridades sauditas.

Um ataque ao aeroporto em outubro matou 13 pessoas e feriu mais de 300.

Em resposta aos ataques, a ⁠Arábia Saudita vem realizando ataques aéreos contra alvos houthis no Iêmen.

A mais recente escalada ocorre um dia depois que o Ministério da Saúde do Iêmen, controlado pelos houthis, afirmou que os ataques aéreos sauditas mataram pelo menos 33 pessoas perto de Sanaa. As autoridades sauditas disseram estar investigando o caso.

O reino, um importante aliado dos EUA, também vem solicitando assistência de países que vão dos EUA à Europa e ao Oriente Médio, tanto para apoio defensivo quanto ofensivo contra o grupo iemenita.

A Arábia Saudita também tem buscado a via diplomática, e funcionários seniores de Riad, Ancara e Islamabad — os países do Pacto de Defesa de Meca — se reuniram com autoridades iranianas em Teerã no mês passado. Teerã afirmou posteriormente que as negociações com Riad continuavam com o objetivo de buscar novos acordos de segurança regional que excluam o envolvimento militar estrangeiro.

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