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Ásia

Protestos na Tailândia bloqueiam votações antecipadas em Bangcoc

26 jan 2014 - 04h00
(atualizado às 05h45)
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 Apesar de algumas zonas eleitorais terem conseguido iniciar a votação, muito em breve tiveram que fechar e cancelar os trabalhos devido à presença de grupos de protesto
Apesar de algumas zonas eleitorais terem conseguido iniciar a votação, muito em breve tiveram que fechar e cancelar os trabalhos devido à presença de grupos de protesto
Foto: Reuters

Os manifestantes antigovernamentais na Tailândia conseguiram bloquear a entrada de vários colégios eleitorais que hoje deviam abrir suas portas para dar início às votações antecipadas das eleições gerais, previstas para o dia 2 de fevereiro. Pelo menos 35 dos 50 locais habilitados para as votações foram obrigados a cancelar o processo devido às manifestações contra as eleições, segundo o jornal The Nation.

Grupos de manifestantes se mobilizaram durante a madrugada do sábado para se postar em frente aos colégios eleitorais antes da abertura e colocando correntes com cadeados nas portas de entrada, segundo pôde comprovar a Agência Efe. Apesar de algumas zonas eleitorais terem conseguido iniciar a votação, muito em breve tiveram que fechar e cancelar os trabalhos devido à presença de grupos de protesto.

Mais de dois milhões de pessoas, a maioria estudantes e trabalhadores que não poderão exercer seu direito a voto, foram convocados às urnas neste domingo, segundo os dados da Comissão Eleitoral. As pessoas que se registraram para votar de maneira antecipada e não o conseguiram terão uma nova oportunidade no dia das eleições, segundo declarou a diretora da Comissão Eleitoral de Bangcoc.

O órgão eleitoral destacou que as votações antecipadas transcorrem com normalidade nas províncias do centro, norte e noroeste da Tailândia, onde os antigovernamentais carecem de apoio majoritário. Nas províncias do sul as eleições foram bloqueadas, já que os manifestantes conseguiram impedir a inscrição de candidatos.

A Comissão Eleitoral pediu em várias ocasiões para adiar as eleições devido a possíveis transtornos no processo eleitoral ou esforços de violência. No entanto, o governo apostou na realização de eleições como saída para o atoleiro político no qual o país se encontra.

EFE   
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