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Ásia

Índia: promotoria pede pena de morte para condenados por estupro coletivo

11 set 2013 - 04h23
(atualizado às 04h23)
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A promotoria da Índia pediu nesta quarta-feira a pena de morte para os quatro condenados pelo estupro e assassinato de uma jovem estudante indiana que comoveu o país e cuja audiência ocorreu ontem.

Os réus compareceram nesta manhã ao tribunal do sul de Nova Délhi que instruiu o caso e que pode anunciar o veredicto nas próximas horas. "Não pode haver algo mais diabólico que uma menina indefesa posta sob tortura", afirmou o promotor Dayan Krishnan, segundo testemunhas presentes na corte.

Os condenados são Pawan Gupta, vendedor de frutas; Mukesh Singh, desempregado; Vinay Sharma, monitor escolar, e Akshay Thakur, faxineiro. Todos eles foram considerados culpados ontem de 13 acusações, entre as quais figuram estupro coletivo e assassinato de uma vítima indefesa. 

Um quinto envolvido no crime, que era menor de idade quando ocorreram os fatos, foi condenado em outro julgamento a três anos de reclusão em uma unidade correcional.

A vítima, uma estudante de fisioterapia de 23 anos, retornava com um amigo do cinema em um ônibus no dia 16 de dezembro do ano passado quando foi estuprada e torturada por seis homens em Nova Délhi.

A jovem morreu 13 dias depois em um hospital de Cingapura. O ataque gerou uma onda de protestos na Índia e provocou um profundo debate sobre a discriminação e a violência contra as mulheres no país.

Diante da magnitude dos protestos, o governo se viu forçado a modificar a lei e endurecer as penas contra os crimes sexuais e estabeleceu a pena de morte para os estupros nos casos em que a vítima morra ou fique em estado vegetativo.

A lei também estabeleceu penas de entre seis meses e dois anos de prisão para os policiais que se negarem a registrar uma denúncia de agressão sexual, situação denunciada por grupos feministas.

Desde o crime contra a jovem, a Índia vive em um estado de tensão pelas contínuas acusações de violência sexual divulgadas pela imprensa local e internacional. Os crimes afetaram o turismo no país, segundo dados oficiais e de operadoras.

EFE   
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